Administração Interna exige estudo independente e auditoria ao SIRESP

O Ministério da Administração Interna pediu um estudo independente ao funcionamento do SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal) e uma auditoria a ser feita pela Inspeção-Geral da Administração Interna à Secretaria-Geral Administração Interna.

“MAI exige respostas rigorosas ao funcionamento do SIRESP”, é o título do comunicado do Ministério da Administração Interna, tutelado por Constança Urbano de Sousa.

O Ministério da Administração Interna pediu um estudo independente ao funcionamento do SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal) e uma auditoria a ser feita pela Inspeção-Geral da Administração Interna à Secretaria-Geral Administração Interna.

Constança Urbano de Sousa quer uma auditoria ao cumprimento, por parte da Secretaria-Geral da Administração Interna, enquanto entidade gestora do SIRESP, das obrigações legal e contratualmente estabelecidas, designadamente ao nível da gestão, manutenção e fiscalização. Esta auditoria tem de estar pronta em 30 dias.

Ao Instituto de Telecomunicações (IT)  foi pedida pela ministra a “elaboração de um estudo independente sobre o funcionamento do SIRESP em geral, e em situações de acidente grave ou catástrofe, em particular”.

No comunicado enviado à Lusa é dito que Constança Urbano de Sousa determinou estes dois procedimentos às duas entidades após “informações de caráter técnico operacional coligidas” e tendo em conta que “foram reportados dificuldades na utilização” do SIRESP “no trágico incêndio de Pedrógão Grande”.

Esta démarche da ministra acontece depois de o Primeio-ministro ter ordenado ao seu ministério o “cabal esclarecimento do sucedido, isto depois da resposta da Autoridade Nacional de Proteção Civil assumindo falhas na rede SIRESP entre sábado e terça-feira 20 de junho no combate ao incêndio de Pedrogão Grande, mas que “terão sido supridas com comunicações de redundância”.

Recorde-se que morreram 64 pessoas nesse incêndio, a maioria das quais na Estrada Nacional 236 para onde foram encaminhadas pela GNR para fugir aos fogos.

 

 

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