Advogados e clientes: como evoluiu o “confessionário”?

Alexandra Valente, Bruno Santiago e Luís Monteiro, premiados pela Client Choice, dizem que a relação com o cliente tem mudado.

Pedro Nunes/Reuters

Numa altura em que a profissão de advogado acaba de se tornar sindicalizada e a tecnologia usurpa funções na advocacia, a relação entre o advogado e o cliente também tem mudado, com a vertente ‘amizade’ a perder peso na escolha. Os advogados portugueses Alexandra Valente, Bruno Santiago e Luís Miguel Monteiro foram os galardoados pela Client Choice, da International Law Office, pela compreensão, acompanhamento do cliente e conhecimento dos negócios nas áreas de Mercados de Capitais, Fiscal e Laboral, respetivamente. O Jornal Económico questionou os três sobre o fator ‘cliente’.

Alexandra Valente, sócia da SRS Advogados, está sempre contactável e costuma almoçar com clientes, ou escapa essa refeição. Apesar de a confiança continuar a ser um ponto-chave na ligação, ainda que menos do que há alguns anos, a advogada refere que na advocacia empresarial tem havido fatores que se sobrepuseram, como o preço e o tamanho da estrutura. “O paradigma tem mudado do que antigamente era uma relação muito pessoal, quase de amizade, para o que hoje é uma muito institucional, em que tempo, preço, estrutura ocupam cada vez um papel mais importante”, argumenta.

Artigo publicado na edição semanal do Jornal Económico. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor.

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