Albuquerque acusa República de preferir salvar a banca do que os portugueses da Madeira

Durante o debate na Assembleia Regional o presidente do Governo Regional afirmou que a Madeira não vai aceitar limitações ao subsídio de mobilidade.

Assembleia Legislativa da Madeira

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, voltou a criticar a República. Desta vez diz que o executivo central prefere salvar a banca do que os portugueses da Madeira.

“Está bem claro que este Governo central não tem nenhum problema em injetar mais 800 milhões de euros este ano de 2018 para continuar a salvar bancos, mas para apoiar cidadãos que vivem numa Região Autónoma, como a nossa, com vinte e cinco avos desse valor já é considerado um gasto incomportável para os contribuintes”, afirmou Miguel Albuquerque.

Para o presidente do Governo Regional o governo central entende que os 17 mil milhões de euros já gastos pelos contribuintes nos bancos “são algo que há que compreender e aceitar” mas que para apoiar a mobilidade da Região esse valor representa “uma soma demasiado elevada” para poder ser suportada”. Albuquerque acrescentou que na visita de Costa à Madeira foi proposta pelo executivo que a redução da taxa de juro do empréstimo fosse condicionada ao baixar do subsídio de mobilidade pago pela república.

“Este Governo Regional nunca aceitará limitações à mobilidade”, sublinhou.

Albuquerque disse ainda que a companhia aérea espanhola Binter irá realizar as ligações Madeira – Porto Santo, “mas, oficialmente, o Governo Regional não foi informado”, sabendo apenas pela comunicação social.

Durante o debate mensal, na Assembleia Regional, o líder parlamentar do PS, Vítor Freitas, lembrou que foi o governo de Pedro Passos Coelho que instituiu um teto no subsídio social de mobilidade, no valor de 11 milhões de euros, facto desmentido por Miguel Albuquerque.

“O PSD aceitou o teto de 11 milhões de euros e agora critica os 25 milhões de euros de António Costa”, observou.

Rui Barreto, do CDS-PP, manifestou o apoio do partido às reivindicações da região à República acrescentando que vai aguardar pela posição dos deputados da república, a 12 de julho, quando tiverem que se pronunciar sobre o subsídio social de mobilidade.

Já Carlos Rodrigues, deputado do PSD, afirmou que a posição do Governo da República é “adiar e recuar” na resolução dos problemas da região. O BE através Roberto Almada expressou o seu lamento sobre o facto de Miguel Albuquerque não ter denunciado as questões postas hoje na conferência de imprensa de balanço da reunião com o primeiro-ministro, no dia 21 de maio.

 

Ler mais
Recomendadas

PremiumO Vinho Madeira que passa de geração em geração desde 1850

O maior desafio do Vinho Madeira é aumentar a produção das castas nobres Sercial, Verdelho, Boal, Malvasia e Terrantez, e diminuir a produção da Tinta Negra, “que já é excessiva”, diz Pereira de Oliveira.

PremiumDireito ainda está “fora de questão” mas “poderia reter” estudantes na região

Para já, não está em cima da mesa a criação de uma licenciatura em Direito na UMa, mas o reitor José Carmo diz que o curso tem procura local.

PremiumO valor do patrocínio num evento como o Rali Vinho Madeira

O Rali Vinho Madeira é um evento que ao longo dos anos tem atraído milhares às estradas madeirenses. Mas nem só de público vive esta prova de desporto motorizado. O patrocínio é outras das vertentes que sustenta e ajuda a levar cada edição a bom porto. Entre os patrocinadores estão marcas e empresas como a MEO e o BPI.
Comentários