Almada ou Ascensão? Um deles vai dirigir o BE Madeira

A convenção do BE Madeira está marcada para domingo onde vão também ser eleitos os órgãos regionais do partido.

É já na sexta-feira que o BE Madeira vai decidir na Convenção Regional se é Roberto Almada ou Paulino Ascensão a dirigir os bloquistas na Região Autónoma. Neste evento são também eleitos os órgãos regionais do partido.

Roberto Almada e Paulo Ascensão são os candidatos a dirigir o BE Madeira. Mas afinal o que cada um deles defende para o partido na Região Autónoma?

Na Moção de Estratégia Global de Roberto Almada, chamada ‘Mais Bloco Melhor Futuro’, subscrita por 52 pessoas, é defendida a necessidade de se rever a Lei de Finanças das Regiões Autónomas no sentido de se ter “um aumento das transferência do Orçamento de Estado” para a Região Autónoma.

Roberto Almada defende a organização de iniciativas de forma a se debate e reflectir sobre o “aprofundamento democrático e social” da Autonomia como “motor de desenvolvimento e de progresso” da Região.

O candidato à coordenação regional do BE Madeira diz que o modelo de desenvolvimento económico é ancorado num pequeno grupo de empresários do regime e que aliado à “opacidade de uma Praça Financeira” que vem insuflando artificialmente o PIB fez com que o PSD drenassem os cofres públicos em milhares de milhões de euros.

Roberto Almada defende “programa político e listas próprias” nas eleições regionais. “O recente alinhamento de Paulo Cafôfo com o PS/Madeira, abala o espírito de independência que marcou desde início o projeto autárquico do Funchal”, realça na Moção de Estratégia Global.

Na Moção de Estratégia Global de Paulino Ascensão, subscrita por um total de 69 pessoas, e chamada ‘Bloco de Verdade’ este defende que a moeda única com “a sua arquitetura defeituosa” revelou-se “um fator de agravamento das desigualdades de rendimentos” e “um instrumento eficaz” de imposição da agenda ideológica neoliberal.

Paulino Ascensão refere que a Autonomia é usada como “um espantalho” para ocultar “a satisfação dos apetites dos donos da Madeira” à conta do orçamento da Região e em “evidente prejuízo” para o povo.

O candidato destaca que a dívida serviu para criar muitas fortunas mas que é o povo que está a pagar “com aumento de impostos, corte do subsídio de insularidade, ou com a degradação dos serviços públicos”.

Paulino Ascensão refere que o BE “não conseguiu ou não quis aproveitar” os resultados das legislativas para se afirmar e consolidar a sua força.

“Os interesses do BE não foram defendidos no novo acordo da Confiança”, realça Paulo Ascensão na sua moção.

Para Paulino Ascensão o partido deveria ter exigido uma maior representação em organismos como a assembleia municipal, as freguesias, uma presença no executivo, e autonomia dos eleitos na assembleia municipal.

“A atuação do partido no âmbito da coligação é marcada pela dificuldade em assumir publicamente divergências face às opções do executivo municipal”, destaca.

A Comissão Organizadora da Convenção do BE Madeira diz que estão aptos a votar 455 militantes. O mesmo organismo esclarece que para que o voto seja efectivo é necessário ter as quotas em dia até ao dia da convenção.

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