Ameaças externas à economia portuguesa superam oportunidades, revela estudo da Iberinform

A inflexão protecionista nos EUA, a desintegração europeia expressa no Brexit e o crescimento das intolerâncias são algumas das ameaças apontadas ao crescimento da economia nacional.

Um estudo da Iberinform sobre a economia portuguesa divulgado esta quinta-feira alerta que as ameaças externas “extremamente preocupantes” que se colocam ao país superam as oportunidades. A inflexão protecionista nos EUA, a desintegração europeia expressa no Brexit e o crescimento das intolerâncias são algumas das ameaças apontadas ao crescimento da economia nacional.

“Os problemas geopolíticos, demográficos e ambientais são extremamente preocupantes e implicam soluções que estão por ser definidas”, refere o relatório divulgado pela filial da Crédito y Caución que oferece soluções de negócio para identificação de novos clientes, análise de riscos comerciais e recuperação de créditos B2B.

A Iberinform considera que, para economias como a portuguesa, a subida dos preços do petróleo já está a fazer sentir os seus efeitos negativos. O estudo indica que esses efeitos vão-se continuar a fazer sentir “até que haja uma inversão de tendência e que seja minimizada a sua dependência como fonte energética”. O único efeito positivo neste cenário é a “maior oportunidade para economias como a de Angola”.

A nível interno, o estudo revela que “a economia de Portugal está condicionada no seu mercado interno, pelo excessivo endividamento do Estado não reformado, pelas fragilidades das instituições financeiras com muitas imparidades e contingências, decorrentes das opções de risco realizadas, e pelo excessivo endividamento das famílias, relativizado pelos créditos hipotecários à habitação, fortemente incentivados”.

 

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