Analistas destacam solidez dos bancos nacionais e acreditam que bolsa subirá

O BCP não passou nos testes de stresse para o cenário mais catastrófico, mas a análise do BCP não incorporou todo o trabalho que já foi feito, realçou Gonçalo Pereira Coutinho, CEO da Patris Capital. Frisou que o resultado só reforça aquilo que se sabia: a solidez dos bancos portugueses. “O único que não passou […]

O BCP não passou nos testes de stresse para o cenário mais catastrófico, mas a análise do BCP não incorporou todo o trabalho que já foi feito, realçou Gonçalo Pereira Coutinho, CEO da Patris Capital. Frisou que o resultado só reforça aquilo que se sabia: a solidez dos bancos portugueses. “O único que não passou foi o BCP porque não foi incorporado o que fez este ano no seu plano de capitalização, tendo incluído 500 milhões de euros de imparidades para ajustar o balanço às regras do BCE e, friso, o resultado de 2013 é negativo para o cenário mais extremo”. E acrescentou que “este é um sinal bastante positivo da saúde financeira dos bancos”.

Steven Santos, gestor da corretora XTB destaca o facto de o BCP ter chumbado nos testes de stresse ao balanço no final de 2013, nomeadamente no cenário mais exigente. O BPI e a Caixa Geral de Depósitos foram aprovados em todas as avaliações.

Na revisão de qualidade dos ativos, o BCP foi bem-sucedido. Porém, no cenário adverso, o BCP teria capital próprio insuficiente (CET 1), abaixo dos 5,5% definidos, à data do final de 2013. O BCP defende que as medidas tomadas em 2014 compensam as deficiências de capital próprio identificadas na avaliação do BCE, não precisando, por isso, de aumentar o capital ou de vender forçadamente participações estratégicas.

Santos diz ainda que o BCP consegue evitar um desafio gigante, que seria levantar capital pouco depois da controversa divisão do BES em dois bancos, que tanto prejudicou a confiança dos investidores na banca e nas ações nacionais.

Ao todo, os bancos da periferia europeia foram responsáveis por dois terços dos chumbos: 9 da Itália, 3 da Grécia, 3 do Chipre e 1 de Portugal. Ainda assim, o maior falhanço veio dos bancos italianos, com 9 instituições a precisar de levantar 9,4 mil milhões de euros. Excluindo o caso italiano, a reação dos mercados acionistas europeus poderá ser positiva amanhã, uma vez que, na semana passada, circularam rumores de que 25 bancos iriam falhar os testes de stress e que cerca de metade já teriam coberto este ano as necessidades de capital. O eventual impacto negativo do chumbo dos bancos mais fragilizados já terá sido descontado pelos investidores.

Por Vítor Norinha e Carlos Caldeira

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