António Costa “fez depender” redução dos juros da aceitação da proposta para o subsídio de mobilidade

Madeira não aceita a discussão simultânea da redução da taxa de juro e do subsídio de mobilidade. “Uma coisa não tem nada a ver com a outra”, considerou Pedro Calado ao Económico Madeira, acrescentando que “estranha” o condicionamento imposto pelo primeiro-ministro.

Está para durar a clivagem entre os Governos da República e da Madeira no que toca à  negociação da taxa de juro da dívida da Região e do modelo do subsídio de mobilidade.

O primeiro-ministro António Costa afirmou, ontem, no Parlamento nacional  ter apresentado uma proposta de financiamento de 25,5 milhões por ano, dando aos Açores e à Madeira a autonomia para definirem o seu modelo de subsídio de mobilidade.

“O sr. primeiro-ministro fez efetivamente uma proposta, o que faltou dizer foi que fez condicionar a aprovação da proposta da redução da taxa de juro à aceitação da proposta do subsídio de mobilidade”, declarou, ao Económico Madeira, Pedro Calado.

O vice-presidente do Governo da Madeira foge à palavra chantagem, mas vai dizendo que “estranha a postura do do primeiro-ministro fazer depender a redução da taxa de juro em função de a Região aceitar a proposta para o subsídio”.

Pedro Calado não aceita que se misturem estes dossiers. “São problemas distintos e devem ser discutidos separadamente”, avisa. Esta quinta-feira durante o plenário da Assembleia Legislativa da Madeira, Calado considerou pouco correto que o financiamento de 25,5 milhões de euros anunciados por Costa não distinga os arquipélagos, explicando que os Açores gastaram 26 milhões de euros com o subsídio de mobilidade e a Madeira 32 milhões.

“Acham que as contas estão corretas?, perguntou o vice-presidente do Executivo madeirense, dirigindo-se aos deputados, nomeadamente ao líder da bancada parlamentar do PS Madeira, Victor Freitas, que criticou o Governo por aceitar 11 milhões de Passos Coelho para a mobilidade e rejeitar os 25 milhões de Costa.

Calado promete concurso para hospital e admissão de 173  trabalhadores precários até setembro
Não obstante o impasse em questões como o subsídio de mobilidade, o vice-presidente do Governo Regional espera que o Conselho de Governo da República aprove o cronograma de financiamento do novo hospital da Madeira para que o concurso público internacional seja lançado em setembro próximo.

Recorde-se que na visita recente à Madeira, António Costa reiterou o financiamento em 50% do equipamento e obra para construção do novo hospital da Madeira.

Esta manhã, em plenário, Calado anunciou ainda a admissão de 173 precários até setembro, lembrando que foram já admitidos 64 enfermeiros, 55 assistentes operacionais e   151 médicos.

 

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