Apenas a Ibersol escapa ao pessimismo da bolsa em Lisboa

A bolsa portuguesa desce 0,84% para os 5.327,89 pontos, pressionada pelo contexto externo negativo. O euro e a livra valorizam.

Depois de os mercados financeiros norte-americanos se terem ressentido com o novo ímpeto da guerra comercial entre os Estados Unidos e as potências do ‘Velho Continente’ e asiáticas, as praças europeias abriram em baixa e mantém-se em terreno negativo.

O principal índice nacional, PSI 20, desce 0,84%, para 5.327,89 pontos, na manhã desta sexta-feira, dia 23 de março. “A pressão vendedora deverá ser, numa fase inicial, transversal a quase todos os membros do PSI20. Não é de excluir, contudo, que algumas small caps possam constituir uma exceção num quadro tão desfavorável”, referem os analistas do BPI.

É o caso da Ibersol, que no início desta manhã é a única a ‘verde’ na praça lisboeta, subindo 0,44%, para 11,500 euros.

No retalho, destaque para a contínua queda da Sonae Capital, à semelhança dos últimos dias (perde 3,22%, para 0,9020 euros). A empresa é a única das 18 cotadas a perder 3%, mas não arrecada as culpas do desânimo bolsita, dada a pouca liquidez. Já a Jerónimo Martins perde 1,36%, para 14,47 euros.

Os títulos do BCP e da F. Ramada são também dos que mais desvalorizam: menos 2,28%, para 27,04 cêntimos, e uma queda de 2,31%, para 12,7 euros, pela mesma ordem. O setor da energia também fica marcado pelos deslizes da Galp Energia (-1,40%) e da EDP (-1,01%) e EDP Renováveis (-1,17%).

Nas bolsas da Europa, a sessão arrancou igualmente com negativismo. O alemão DAX resvala 1,47%, o francês CAC 40 perde 1,42%, o espanhol IBEX 35 tomba 1,31%, o holandês AEX desvaloriza 1,36%, o britânico FTSE 100 recua 0,44% e o italiano FTSE MIB desaprecia 1,38%.

No mercado petrolífero, o brent perde 0,33% para os 69,14 dólares por barril e o crude WTI sobe 0,67% para os 64,73 dólares. O mercado cambial contraria a tendência e soma e segue: o euro cresce 0,28% para 1,2336 dólares e a libra avança 0,05% para 1,4104 dólares

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