Rosa Monteiro: “As autarquias são pivôs fundamentais das políticas de igualdade”

A secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, diz que o próximo passo nas políticas de igualdade é a extensão a todo o território. E, na paridade, define como objetivo que 40% dos profissionais de qualquer setor sejam mulheres.

Na semana em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, o Governo aprovou a nova Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não Discriminação e deu passos mais ambiciosos para reforçar a posição das mulheres na administração pública e no poder local. Em entrevista ao Jornal Económico, a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade explica o que está por detrás do trabalho que foi e está a ser desenvolvido, a ambição das metas e a noção de que este é um caminho gradual da própria sociedade. “Não podemos transformar tudo ao mesmo tempo”, diz-nos.

A transversalidade é uma das prioridades desta Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não Discriminação. Porquê?

Temos uma linha transversal a todo a estratégia que é a questão de atendermos às desigualdades múltiplas, ou seja, o facto de haver uma diversidade de mulheres. Não podemos falar de um coletivo homogéneo de mulheres, mas sim mulheres idosas, mulheres migrantes, de minorias étnicas, mulheres com deficiências, todas essas especificidades, mulheres jovens sempre muito presentes naquilo que são as várias medidas e os vários olhares nestes planos.

Como se consegue gerir um sistema quando cada uma dessas minorias tem programas específicos?

É a gestão da complexidade, que é mais fácil do que à partida se pode pensar. Um exercício que fizemos é que esta estratégia está muito articulada com outras, como a estratégia para os direitos das crianças. Vamos encontrar medidas que estão em ambas. É assim que se tem de governar. Não podemos andar a criar estratégias e planos fechados nos departamentos e que não dialogam entre si. Houve este diálogo muito forte com os vários ministérios. Há esta preocupação de potenciar o que se faz nos outros setores, por um lado dar lentes de género a esses programas setoriais e agora potenciar essa mesma preocupação para este novo plano que é o que nos faz sentido.

Artigo publicado na edição semanal do Jornal Económico. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor.

Ler mais
Recomendadas

Marcelo aprova aumentos de 700 euros para juízes, mas critica fosso salarial face aos polícias e militares

Marcelo Rebelo de Sousa destaca que os juízes, e membros de autoridades reguladoras e de supervisão a entidades públicas empresariais e empresas públicas, passando por outras entidades administrativas, já estão com salários mais elevados do que o primeiro-ministro. O Presidente exige que a desigualdade salarial seja “encarada na próxima legislatura”.

Incêndios florestais caíram 26% este ano face a 2018

“Estamos, até hoje, com 6.800 incêndios desde o início do ano, o que significa que temos um número de incêndios 36% inferior à média dos últimos dez anos. E uma área ardida 42% inferior à média dos últimos dez anos”, sublinhou Eduardo Cabrita.

Proteção Civil tem reservas de combustível para “mais de dois meses”

Apesar de garantir que existem reservas para mais de dois meses, Eduardo Cabrita sublinha que as prioridades têm de ser asseguradas quando se fala numa dificuldade de distribuição.
Comentários