Associação de Fintech: “Na banca, há cada vez mais interesse em Blockchain”

No evento Bit & Block: A cor do dinheiro, o administrador da Associação Portuguesa de Fintech e Insurtech explicou que tanto instituições financeiras tradicionais como reguladores em Portugal não querem passar ao lado das potencialidades da tecnologia por trás das criptomoedas.

Cristina Bernardo

Instituições financeiras tradicionais não estão a passar à margem das inovações ligadas à Blockchain, a tecnologia subjacente às criptomoedas. Segundo o administrador da Associação Portuguesa de Fintech e Insurtech (AFIP), apesar de a banca ver o setor com cautela, não quer ficar de fora da onda.

“Efetivamente há um lado de desafio porque [a tecnologia Blockchain] apresenta uma nova forma de fazer as coisas mais barato e até talvez mais segura. Mas levanta muitas questões regulatórias até porque as garantias que se dão aos investidores são muito mais pequenas.

“As instituições financeiras estão a olhar para este mundo com interesse, mas com cautela. Smart contracts e blockchain podem trazer grandes vantagens e os bancos ainda estão a começar a explorar”, afirmou José Figueiredo, representante da AFIP, no evento Bit & Block: A cor do dinheiro, organizada pela Startinnovation Team, a equipa orientada para startups e PME da CCA ONTIER.

Figueiredo, que é também diretor geral do ComparaJá.pt, afirmou que “na banca, há um interesse progressivamente maior e os reguladores estão a fazer a mesma coisa”, dando o exemplo de Singapura, onde o regulador já investe em fintech e Initial Coin Offerings (ICO), “para serem investidores desde a primeira hora”.

Apesar de não ser comparável a outros países como Reino Unido ou Coreia do Sul, também em Portugal há interesse tanto do Banco de Portugal como da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), duas instituições com as quais a AFIP já se reuniu.

“Como associação, cabe-nos aproximarmo-nos destas empresas [cripto] e olhamos para isso com todo o interesse, mas também temos uma visão que procura ser crítica do setor. O setor financeiro cada vez mais percebe que estamos no princípio do caminho. As instituições e os reguladores estão muito interessados no fenómeno”, acrescentou José Figueiredo.

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