Austrália decreta três meses de amnistia para entrega de armas ilegais

Esta é primeira amnistia sobre armas de fogo na Austrália em 21 anos, sendo que a última aconteceu em 1996, quando um atirador matou 35 pessoas no estado da Tasmânia.

Dia 1 de julho começam os três meses de amnistia, decretados pelo governo da Austrália, para a entrega ou regularização de armas de fogo ilegais sem penalizações judiciais. A medida visa prevenir o terrorismo e segue-se a uma escalada de crimes que envolvem armas de fogo, segundo anunciou esta sexta-feira o ministro da justiça australiano, Michael Keenan.

O ministro afirmou que a aministia é necessária para reduzir o número de armas de fogo nas comunidades australianas. Desde setembro de 2014, aconteceram no país cinco incidentes violentos classificados pelo governo como terroristas. Três destes envolveram armas ilegais e os restantes dois facas.

“Vivemos numa altura em que o ambiente de segurança nacional está a deteriorar-se”, disse Keenan numa conferência de imprensa, citado pela Bloomberg. “Infelizmente temos visto que foram usadas armas ilegais em ataques terroristas. O objetivo desta amnistia é reduzir realmente o número de armas de fogo não registadas e ilícitas na comunidade”, acrescentou.

Em outubro, quando o período de amnistia terminar, o crime de posse de arma ilegal implica uma pena de prisão de até 14 anos e uma multa de 280 mil dólares australianos, o que equivale a 190.489 euros. Esta é primeira amnistia sobre armas de fogo na Austrália em 21 anos, sendo que a última aconteceu em 1996, quando um atirador matou 35 pessoas no estado da Tasmânia.

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