Autarquia de Paços de Ferreira ressuscita obras de 6,7 milhões

O presidente da Câmara de Paços de Ferreira anunciou o arranque de obras nas redes de água e saneamento, no valor de 6,7 milhões de euros, acabando com sucessivos adiamentos desde 2011. Humberto Brito (PS) explicou, em conferência de imprensa, ter sido possível aprovar o investimento comparticipado por fundos comunitários, que vão beneficiar as freguesias […]

O presidente da Câmara de Paços de Ferreira anunciou o arranque de obras nas redes de água e saneamento, no valor de 6,7 milhões de euros, acabando com sucessivos adiamentos desde 2011.

Humberto Brito (PS) explicou, em conferência de imprensa, ter sido possível aprovar o investimento comparticipado por fundos comunitários, que vão beneficiar as freguesias de Sanfins e Eiriz, a únicas do concelho que ainda não estavam dotadas com aquele tipo de infraestruturas.

Humberto Brito mostrou-se satisfeito por ter sido possível desbloquear o processo, suspenso “devido a constrangimento diversos”, desde 2011, garantindo-se agora que as duas localidades “vão finalmente ter direito a um bem público essencial”.

A empreitada vai ser realizada pela empresa Águas de Paços de Ferreira (antiga AGS), concessionária da água e saneamento naquele município.

Questionado pelos jornalistas sobre o diferendo que opõe a empresa e a câmara, um representante da concessionária admitiu hoje, na conferência de imprensa, que a recente proposta da câmara municipal para municipalizar aqueles serviços, de 40 milhões de euros, é insuficiente, mas admitiu prosseguirem as negociações.

Luís Vasconcelos explicou que a empresa está disponível para continuar a discutir a matéria, evitando o recurso à justiça.

“Queremos rapidamente chegar a um acordo. Não queremos ir para o tribunal. É melhor para toda agente encontrar um equilíbrio entre as partes”, declarou.

O administrador acrescentou haver várias possibilidades em aberto, que podem passar pela municipalização dos serviços de água e saneamento ou negociação do reequilíbrio financeiro da concessão.

No início de 2013, a empresa reclamou da câmara 95 milhões de euros para garantir o reequilíbrio financeiro da concessão, o que desencadeou um processo negocial entre as partes. Recentemente, a maioria socialista no executivo, liderada por Humberto Brito, avançou com uma proposta para alterar os estatutos da empresa municipal Gespaços, no sentido de poder ser aquela entidade a assumir a gestão das redes de água e saneamento, no contexto de um eventual acordo com a concessionária, o que foi rejeitado pela maioria social-democrata na Assembleia Municipal.

“Já estamos a trabalhar noutras soluções”, comentou hoje Humberto Brito, frisando estar empenhado “na pacificação da relação contratual com a empresa concessionária, criando condições mais vantajosas para os munícipes”.

O preço da água em Paços de Ferreira é dos mais elevados do país, situação que o executivo de maioria PS herdou da anterior gestão PSD.

 

OJE/Lusa

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