Aversão ao risco é um dos principais desafios que atrasam evolução digital

Um estudo da Claranet, empresa fornecedora de serviços de monitorização de segurança integrados, revela que 43% dos negócios identificam este medo como impeditivo da mudança, sendo esta aversão exclusivamente nacional entre os países europeus.

Reuters

A aversão ao risco é um dos principais desafios que os líderes em Tecnologia da Informação (TI) e Digital enfrentam atualmente. Um estudo da Claranet, empresa fornecedora de serviços de monitorização de segurança integrados, revela que 43% dos negócios identificam este medo como impeditivo da mudança, sendo esta aversão exclusivamente nacional entre os países europeus.

“Há um desejo, entre os líderes de IT em Portugal, de evoluir para uma metodologia de DevOps [fusão do desenvolvimento de software e a operação de software], o que é comum a líderes de IT de outros países. Contudo, em Portugal, este desejo não se encontra planeado no horizonte tão próximo, pelo que fica a ideia de que há alguma aversão ao risco e à mudança, o que no IT pode ser fatal para a competitividade de qualquer negócio”, afirma António Miguel Ferreira, Managing Director da Claranet Portugal.

António Miguel Ferreira entende que “agarrar e manter vantagens competitivas requer empresas ambiciosas, ágeis e abertas à mudança”. “É relevante o desejo que as empresas manifestam em continuar a inovar, mas temos de ser ainda mais ambiciosos, a mudança começa hoje, não daqui a dois anos. Há claros benefícios em adoptar um foco mais centrado nas aplicações, tanto para a agilidade do negócio, como para a eficiência operacional. A mudança é um imperativo”, sublinha.

O estudo revela que a atração de talento qualificado continua a ser uma das principais preocupações (43%) para os departamentos de TI. Já os constrangimentos orçamentais são um dos principais desafios dos líderes nacionais (45%), assim como a necessidade de melhorarem a experiência dos consumidores.

Apesar de ainda haver um longo caminho a percorrer na adopção de serviços cloud, Portugal lidera em automação de infra-estruturas (63%), conseguindo assim uma redução dos custos operacionais e do risco de erro humano. Mais de 90% dos líderes portugueses explicou que, na sua organização, o orçamento anual de TI é alocado diretamente a esse departamento, um valor significativamente superior ao da média europeia (77%).

Os principais desafios europeus identificados em 2018 são a segurança (44%) e uma melhoria da experiência do consumidor, cujos objectivos não estão alinhados com o investimento. Segue-se uma melhoria do desempenho e fiabilidade das aplicações (34%), o combate à fragmentação de sistemas (34%), a necessidade de desenvolver aplicações móveis (31%) e a garantia da disponibilidade de serviço 24x7x365 (31%).

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