Banco de Portugal antecipa o maior crescimento desde o início do século

Boletim Económico divulgado hoje prevê que o PIB cresça 2,5% este ano, à boleia do investimento e das exportações. Banco central considera que há “recuperação sustentada”.

O Banco de Portugal BdP (BdP) reviu hoje em alta significativa a projeção de crescimento para este ano, prevendo uma expansão do PIB de 2,5%. Trata-se da maior taxa de crescimento deste século, igual à que foi atingida em 2007.

No boletim económico divulgado hoje, o banco central justifica esta revisão sobretudo com o dinamismo que está a ser revelado pelas exportações e pelo investimento. O desempenho do primeiro trimestre, superior ao da zona euro, ficou acima das expectativas que os economistas quando fizeram as projeções anteriores.

As taxas de crescimento previstas para os próximos dois anos também são revistas em alta, também devido ao maior dinamismo do investimento e sobretudo das vendas ao exterior. “Antecipa-se uma forte aceleração das exportações de bens e serviços em 2017 e um crescimento robusto nos dois anos seguintes, com ganhos adicionais de quota de mercado”.

O BdP assinala que não há apenas melhorias no enquadramento internacional, que permite mais vendas, mas também ganhos de quotas de mercado por parte das empresas exportadoras nacionais.

O banco central projecta um crescimento de 2% em 2018 e de 1,8% no ano seguinte, o que significa que, em 2019, “o nível do PIB português deverá superar o observado antes da crise financeira internacional”.

 

Recuperação sustentada

O crescimento previsto para este ano e para os próximos é superior ao que se espera que ocorra no conjunto da Zona Euro, o que significa o reinício da convergência com os países da moeda única, um processo que foi interrompido no início do século. Os 2,5% previstos para este ano comparam com uma taxa de crescimento de 1,9% na região da moeda única, segundo as últimas previsões do BCE.

Os economistas do BdP concluem assim que “o padrão de crescimento económico projetado é consistente com uma recuperação sustentada da economia portuguesa”, embora subsistam “constragimentos” a ultrapassar para que a sustentabilidade do crescimento também se verifique no longo prazo.

O boletim destaca “o forte endividamento dos agentes económicos, o baixo nível de capital produtivo por trabalhador, a evolução demográfica desfavorável e o elevado nível de desemprego de longa duração”.

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