BCP beneficia de sentimento positivo no setor e suporta bolsa de Lisboa

Os investidores estão de olhos postos na banca, após novo avanço do negócio entre o Commerzbank e o Société Générale e do anúncio da parceria entre o Santander e a Aegon.

A bolsa de Lisboa está na sessão desta manhã de terça-feira, dia 3 de julho, a negociar em terreno positivo. O principal índice bolsista nacional, PSI 20, sobe 0,23%, para 5.501,05 pontos, seguindo a tendência das congéneres europeias.

O PSI 20 está a beneficiar da conjuntura externa e da subida dos títulos do BCP (+0,39%, para 0,2532 euros) e do setor da energia. O banco liderado por Nuno Amado, que comunicou ontem ao mercado que vai proceder ao reembolso antecipado de uma emissão obrigacionista no valor de 57 milhões de euros que vencia em 2020, está a ser contagiado por notícias sobre fusões no setor na Europa.

“A nível empresarial, as atenções estão voltadas para o setor da banca, depois do Société Générale ter adquirido ativos do Commerzbank”, explica o Ramiro Loureiro, analista do Mtrader do Millennium Investment Banking. O banco alemão sobe 1,95%, para 8,400 euros, em Frankfurt e o francês avança 1,22%, para 36,49 euros, ajudando o índice Stoxx Europe 600 Banks a valorizar 1%.

A ‘verde’ estão ainda: a EDP – Energias de Portugal (+0,85%), a Altri (+0,82%), a EDP Renováveis (+0,11%), a Galp Energia (+1,08%), a NOS (+0,72%), a Pharol (+0,21%) e a REN (+0,58%).

A Ibersol sobe 0,42%. Segundo a imprensa espanhola, a Burger King de Espanha terá comprado a Megafood por 100 milhões de euros. A F. Ramada lidera os ganhos com uma valorização de 2,37%, para 8,6500 euros.

A Mota-Engil, que ontem informou que ganhou dois contratos para a reabilitação e manutenção de 340 quilómetros de estrada no Uganda, no valor 138 milhões de euros, perde 0,17%, para 2,8950 euros. Na perspetiva do banco de investimento Caixa BI, a construtora “representa uma história internacional de crescimento assente num compromisso de ‘desalavancagem’ e numa robusta carteira de encomendas, com um sólido historial e reputação de grandes projetos de construção”.

Também em terreno negativo: a Sonae (-0,75%), a Corticeira Amorim (-0,36%), a Navigator (-0,40%), a Jerónimo Martins (-1,29%) e os CTT – Correios de Portugal (-0,76%).

Na Europa, o acordo sobre a política migratória na Alemanha está a ter uma influência positiva nas bolsas. Os analistas do Bankinter esperam para hoje “uma sessão com tendência positiva, sobretudo nas praças europeias, graças ao acordo sobre a imigração na Alemanha (que era o nosso cenário base)”, de acordo com a informação disponibilizada num research enviado esta manhã.

O alemão DAX cresce 0,85%, o britânico FTSE 100 aprecia 0,30%, o francês CAC 40 sobe 0,76%, o holandês AEX valoriza 0,55% e o espanhol IBEX 35 avança 1,03%. Na bolsa de Madrid, o Santander sobe 1,45%, para 4,628 euros, após anunciar, antes da abertura do mercado, um acordo com a seguradora Aegon. Na praça holandesa, a empresa também reage bem à parceria: +0,39%, para 5,118 euros.

No mercado petrolífero, o Brent ganha 0,54%, para os 77,72 dólares por barril, enquanto o crude WTI valoriza 0,87%, para os 75,58 dólares. Quanto ao mercado cambial, o euro avança 0,15% face ao dólar, para 1,1656 dólares, enquanto a libra soma 0,32%, para 1,3188 dólares.

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