BCP chumba nos testes de stress com rácio de 3%

O BCP foi o único dos três bancos portugueses que chumbou no cenário mais adverso dos testes de stress conduzidos pelo Banco Central Europeu e pela Autoridade Bancária Europeia, enquanto a CGD e o BPI tiveram nota positiva. O Banco Central Europeu (BCE) divulgou hoje os resultados da avaliação completa ao sistema bancário da área […]


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O BCP foi o único dos três bancos portugueses que chumbou no cenário mais adverso dos testes de stress conduzidos pelo Banco Central Europeu e pela Autoridade Bancária Europeia, enquanto a CGD e o BPI tiveram nota positiva.

O Banco Central Europeu (BCE) divulgou hoje os resultados da avaliação completa ao sistema bancário da área do euro. A avaliação compreendeu uma análise da qualidade dos ativos dos bancos (Asset Quality Review, AQR) e a realização de um teste de esforço.
No caso do BCP, o exercício de AQR resultou no apuramento de um rácio CET1 de 10,3%, inferior em 197 pontos base ao rácio apresentado pelo BCP com referência a 31 de dezembro de 2013, mas superior ao limite mínimo de 8% estabelecido para o AQR.

Em cenário de base, o rácio CET1 projetado pelo BCP para dezembro de 2016 é de 8,8% menos 3,4 pontos percentuais do que em dezembro de 2013, ficando acima do limite mínimo definido para o cenário base do teste de esforço (8%).

No cenário adverso, após incorporação dos resultados do AQR, o rácio projetado para dezembro de 2016 é de 3,0%, menos 9,3 pontos percentuais do que em dezembro de 2013, ficando aquém do valor de referência de 5.5%.

“A instituição já identificou um conjunto de medidas para cobrir integralmente a diferença apurada, as quais serão agora incorporadas no plano de capitalização a apresentar ao Banco Central Europeu tal como previsto no exercício”, refere o comunicado do Banco de Portugal.

Já a administração do BCP afirma, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que o banco ”concluiu com sucesso o exercício de revisão de qualidade dos ativos (AQR- asset quality review) com um excesso de capital de 1.030 milhões de euros, assim como o exercício de avaliação do seu plano em cenário base”. Todavia, no cenário adverso, projetado com base em dezembro de 2013, apresenta um “rácio common equity tier 1 (rácio de CET1) de acordo com os critérios phased-in abaixo dos 5,5% definidos para o exercício”.

A administração do BCP adianta que “decidiu incluir, após análise conjunta com os auditores, nas demonstrações financeiras de 30 de setembro de 2014, a melhor estimativa do impacto integral dos ajustes contabilísticos associados ao AQR”, em conformidade com as normas internacionais de reporte financeiro (IFRS). Nas demonstrações financeiras de 30 de setembro o banco “evidencia uma tendência de melhoria da rentabilidade e da solidez, com um crescimento de 37% do produto bancário, de 134% do resultado operacional e um rácio CET1 de 12,8% (excesso de capital de 2.590 milhões de euros sobre um rácio mínimo de 7%) de acordo com os critérios phased-in e de 10,2% de acordo com os critérios fully-implemented”, adianta o BCP em comunicado à CMVM.

Segundo comunicado do Banco de Portugal, o teste de esforço decorreu sob a hipótese genérica de balanço estático. De acordo com esta hipótese, as rubricas de balanço mantêm-se constantes (fixadas à data de dezembro de 2013) e os instrumentos financeiros são renovados na maturidade, mantendo as mesmas características.

Admitiram-se exceções a esta hipótese, ainda que dentro de certas limitações, no caso dos bancos com planos de reestruturação acordados com a Comissão Europeia até 31 de dezembro de 2013 no âmbito de operações de capitalização com recurso a investimento público. Estão nesta situação o Banco Comercial Português e a Caixa Geral de Depósitos.

Por Carlos Caldeira e Vítor Norinha

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