BCP ganha com otimismo na banca europeia e coloca praça lisboeta em alta

O PSI 20 ganha 0,89%, para os 5.564,56 pontos, seguindo a tendência da maioria das principais praças europeias.

Benoit Tessier / Reuters

O principal bolsista nacional, PSI 20, está a negociar em terreno positivo esta quinta-feira, seguindo a linha europeia que beneficia a banca. O PSI 20 ganha 0,89%, para os 5.564,56 pontos.

O BCP lidera os ganhos e avança 1,84%, para 26 cêntimos. Segundo o MTrader do Millennium bcp, Ramiro Loureiro, o sector da Banca “está a ser impulsionado por declarações de membros do BCE que defendem um aumento de juros em setembro ou outubro de 2019” e, por influência, o banco liderado por Miguel Maya está em alta.

Os títulos da EDP Renováveis ganham 1,17%, para 9,09 euros, após o anúnco de que a empresa tinha assegurado um contrato de 20 anos para vender energia na Grécia.

A cotada liderada por João Manso Neto assegurou um ‘Contract for Diference’ (CfD) de 20 anos para a venda de geração eólica produzida pelo parque Livadi com 45 MegaWatts (MW) de capacidade. O projeto, localizado na Grécia, tem início das operações esperado em 2020. Com este contrato, a EDP Renováveis entra num novo mercado, expandindo a sua presença na Europa.

No retalho, a Jerónimo Martins consegue somar 0,24%, para os 12,27 euros, depois de um ‘upgraded’ do Barclays. A Casa de investimento atribuiu um preço-alvo de 13 euros para as ações da Jerónimo Martins com a recomendação ‘equal-weight’.

No fecho da sessão de quarta-feira, a retalhista foi a que mais valorizou (2,38% para 12,245 euros) e na sequência desses ganhos, o Barclays cortou o preço-alvo da cotada dos 14 euros, melhorando a recomendação das ações.

Apesar de no mercado petrolífero, o barril do Brent perder 0,15%, para os 78,12 dólares, os títulos da Galp Energia avançam 1,41%, para os 16,88 euros. O WTI soma 0,53%, para os 74,53 dólares.

Em contraciclo, a Ibersol, Altri e F. Ramada estão em destaque.

“Os principais mercados de ações europeus seguem em alta”, com o sector automóvel a acelerar a sessão, devido a informações que dão conta que o sector não será afectado pela guerra comercial entre Estados Unidos e China.

O embaixador norte-americano na Alemanha, Richard Grenell, foi mandatado por Washington para chegar a um acordo com os países dos fabricantes de automóveis, abrindo espaço para que não haja tarifas a aplicar. E ainda na Alemanha, a Daimler reage também às notas de research da Jefferies (atribui preço-alvo de 58 euros) e Bankhaus Lampe (reduz o preço-alvo dos 80 para os 70 euros), esta última que recomenda comprar as ações da fabricante.

“Os investidores aguardam ainda pela revelação nos EUA dos dados de emprego, de atividade terciária e das atas da última reunião da Fed,  que devem ter impacto nas bolsas”, analisa Ramiro Loureiro.

Entre as principais praças europeias, o alemão DAX ganha 1,34%, o britânico FTSE 100 avança 0,49%, o francês CAC 40 sobe 1,03%, o holandês AEX valoriza 0,98%, o espanhol IBEX 35 soma 1,18% e o italiano FTSE MIB cresce 1,42%.

“Amanhã entram em vigor as tarifas impostas por Donald Trump, havendo expectativas de que a China possa retaliar”.

No mercado cambial, o euro valoriza 0,29% face ao dólar, para os 1,16 dólares.

Ler mais

Relacionadas

BCP e energia dão gás ao PSI 20, que sobe 0,75%

A banca sobe também na bolsa de Madrid, com todas as cotadas do setor a ganhar mais de 2%. Na praça italiana, sobressai a Fiat, cujos títulos estão a avançar mais de 4%.

Fiat goleia na bolsa de Milão com uma subida de 4% (e pode agradecer a Ronaldo)

Os títulos da fabricante automóvel controlado pela família Agnelli, que também controla a Juventus, lideram as subidas na praça italiana e fazem com que o principal índica da bosla de Milão seja dos que mais sobe na Europa.
Recomendadas

PSI 20 acompanha Europa em alta. Títulos do Grupo EDP impulsionam praça nacional

O principal índice bolsista português soma 0,46%, para 4.855,54 pontos.

Abrandamento da economia poderá ser entrave para Moody’s igualar as pares na avaliação de Portugal

A Moody’s tem agendada uma avaliação à notação da dívida soberana portuguesa esta sexta-feira. A agência poderá querer alinhar-se com a S&P e a Fitch através de uma subida de um grau para ‘Baa2’, mas as incertezas que estão a esfriar o crescimento da economia global poderão ser motivo para manter o ‘status quo’.

Acalmia cambial trouxe bons resultados em Wall Street

O índice tecnológico S&P, .SPL.RCT, que inclui empresas que têm uma maior exposição ao mercado chinês e estiveram no centro das vendas registadas na segunda-feira, foi aquele que mais valorizou nesta sessão, com um crescimento de 1,61%.
Comentários