BCP não precisa de aumento de capital, garante Nuno Amado

O conselho de administração do Millennium bcp está “confiante” de que as medidas já decididas pelo banco em 2014 – que não foram consideradas no exercício por razões metodológicas (dado a data de referência ser 31 de dezembro de 2013) –, “permitem superar, na sua totalidade, as necessidades de capital decorrentes do cenário adverso, não […]

O conselho de administração do Millennium bcp está “confiante” de que as medidas já decididas pelo banco em 2014 – que não foram consideradas no exercício por razões metodológicas (dado a data de referência ser 31 de dezembro de 2013) –, “permitem superar, na sua totalidade, as necessidades de capital decorrentes do cenário adverso, não equacionando, por não ser necessário, qualquer aumento de capital ou a venda forçada de participações estratégicas”, pode ler-se no comunicado do banco enviado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

E em declarações aos jornalistas, o presidente do BCP, Nuno Amado, garante que “não vai ser necessário fazer qualquer aumento de capital nem vai ser necessário fazer qualquer venda forçada de um activo estratégico”.

O banqueiro explica que “na análise de stress teste, que é um exercício teórico baseado em 2013, o banco não cumpriu o valor referência”, no entanto, “se o exercício fosse feito com base na evolução muito positiva que o banco fez, com base nas decisões que já tomámos em 2014, o resultado seria diferente e já estaríamos alinhados com o valor de referência” definido pelo Banco Central Europeu (BCE).

“Os resultados de Setembro de 2014 foram anda negativos em 98 milhões de euros mas comparam com um valor do ano passado de menos 600 milhões de euros”, salienta Nuno Amado, acrescentando que “há cerca de um ano, o BCP tinha apoio direto e indirecto do Estado português de cerca de nove mil milhões de euros”, dos quais em CoCo’s (obrigações de conversão contingente), e seis mil milhões de euros de garantia para ter uma capacidade de acesso excepcional ao BCE. Dois anos depois, do momento em que tivemos esse apoio, cancelámos as garantias que tínhamos junto do BCE e adicionalmente pagámos cerca 2,2 mil milhões de euros de CoCo’s”.

Por Carlos Caldeira e Vítor Norinha

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