BE chama presidente do IEFP ao Parlamento sobre falsos recibos verdes

“O IEFP, o Instituto do Emprego, tutelado diretamente pelo Ministério do Trabalho, continua a contratar falsos recibos verdes, estas situações são inaceitáveis”, argumentou a líder do Bloco.

 O Bloco de Esquerda (BE) vai chamar ao parlamento o presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) para prestar esclarecimentos aos deputados sobre a alegada contratação de falsos recibos verdes, disse hoje Catarina Martins.

Em declarações aos jornalistas à porta do hospital Rovisco Pais, na Tocha, Coimbra, onde decorria uma manifestação de trabalhadores precários daquela unidade de saúde, a coordenadora do BE, Catarina Martins, disse que “continua a existir recurso aos falsos recibos verdes” e que uma das situações “mais preocupantes” é a do IEPF.

“O IEFP, o Instituto do Emprego, tutelado diretamente pelo Ministério do Trabalho, continua a contratar falsos recibos verdes, estas situações são inaceitáveis”, argumentou a líder do Bloco.

“Já pedimos a presença do presidente do IEFP na Assembleia da República e esperemos que isso aconteça rapidamente, ninguém pode compreender o que se está a passar”, frisou.

O jornal Público titula hoje que os trabalhadores a recibo verde no Estado voltaram a subir em 2017, e aludindo a esse tema, lembrou que o BE contribuiu para a criação da lei da Assembleia da República “que obriga à vinculação e a acabar com situações de falsos recibos verdes e temos falsos recibos verdes que continuam a existir e a multiplicar-se e mesmo a aumentar”, lamentou.

A coordenadora bloquista adiantou que existem “constrangimentos de dois tipos” relacionados com a regularização da situação dos precários, um por parte das direções de serviços públicos que estão a ser “obstáculos ao cumprimento da lei” e também “atraso do Governo”.

“O apelo que fazemos é que os compromissos sejam cumpridos, os compromissos para com os trabalhadores, o país e o funcionamento dos serviços. Esperamos que os processos de integração acabem rapidamente e que o Governo não só não permita nenhum atraso que seja da sua responsabilidade direta, como atue junto das direções que têm responsabilidades públicas para garantir que este processo vai até ao fim”, afirmou.

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