BERD vem a Lisboa mostrar como pode apoiar as PME

O Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento está disposto a investir na internacionalização das empresas portuguesas.

Numa altura em que os países da Europa Central representam mercados importantes de operação do BERD – Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento, e são simultaneamente mercados-alvo de muitas empresas nacionais, o banco veio a Portugal com o objetivo de aprofundar a relação com o tecido empresarial português. José Brandão de Brito, diretor para Portugal e Grécia no BERD, disse ao Jornal Económico que esta iniciativa teve como objetivo “divulgar o banco e as formas como pode apoiar a internacionalização das empresas portuguesas. Partindo do princípio que o banco, por um lado, é mal conhecido, e, por outro, por ter verificado que nos países onde opera, tirando três ou quatro países onde já há uma presença de empresas portuguesas, como é o caso da Polónia, não há uma presença sistemática”. Considerando que estão ultrapassados os chamados mercados emergentes, conhecidos como BRICS, sublinha que existem novos destinos em que “os riscos estão muito mais equilibrados e nos quais o banco pode, e pretende, servir de garantia (salvaguarda de risco) para as empresas portuguesas que queiram investir” nessas paragens, assegurando-lhes, caso não sejam bem sucedidas, “um retorno considerável do seu investimento”.

Para tal, promoveu na passada sexta-feira, dia 25, em Lisboa, o seminário “Working with EBRD. Opportunities in Central Europe”, em parceria com a aicep Portugal Global, o GPEARI do Ministério das Finanças.

Assumindo-se como um dos principais financiadores de investimento, público e privado, nos países em desenvolvimento e economias em transição da Europa, Ásia Central e do Sul e Leste Mediterrâneo, o BERD vem a Lisboa partilhar com os empresários as oportunidades que existem nos mercados da Europa Central, dando a conhecer as possibilidades de participar no procurement de projetos financiados pelo BERD em áreas como o fornecimentos de bens, serviços, destacando-se os financeiros, e obras. Neste momento, o BERD regista, quanto às aprovações já atribuídas, e por setores de atividade, 30% no setor financeiro, 25% no setor de infraestruturas, 23% na indústria, comércio e serviços (onde se inclui uma das áreas com maior potencial na atualidade, o agrobusiness), e 21% no setor da energia.

Apesar de o banco se propor trabalhar com empresas de todas as dimensões, assim tenham massa crítica e poder de escala, José Brandão de Brito acredita que as Pequenas e Médias Empresas (PME) portuguesas, o grosso do tecido empresarial nacional, estarão à altura deste tipo de desafios e, por isso, sublinha que o banco está preparado para as apoiar no seu processo de internacionalização.

Foram ainda abordados os instrumentos financeiros da entidade para projetos de investimento de empresas. Para um melhor enquadramento das oportunidades existentes, será dada especial atenção aos mercados de três países da referida região, nomeadamente à Polónia, Roménia e Hungria. Para este seminário foram organizadas duas sessões de trabalho com representantes e especialistas do banco, abrangendo, uma delas, o setor de Infraestruturas Municipais e Ambientais e o setor dos Transportes e, a outra, o setor da Energia. Adicionalmente, nesta ação foi dada às empresas interessadas a oportunidade de realizarem encontros bilaterais com os referidos especialistas, assim como com o especialista da área de procurement do BERD.

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