Best investe na responsabilidade social com nova parceria com a UBS

O Banco Best vai tornar-se o distribuidor de 50 ETF da UBS Asset Management em Portugal, que pretendem reforçar a tendência global de aposta no ‘Socially Responsable Investment’.

Cristina Bernardo

Investimento socialmente responsável é uma tendência em crescimento a nível global e, apesar de ainda limitada, também está a chegar a Portugal. O Banco Best está entre as instituições financeiras que tem apostado neste segmento, tendo reforçado recentemente a oferta através de uma nova parceria com a UBS Asset Management.

“Entendemos que há procura e há espaço para dinamizarmos este tipo de produto, que tem sido muito procurado pela generalidade dos investidores internacionais e trazer estas boas práticas e tendências para o mercado português”, afirmou Carlos Almeida, diretor de investimentos do Banco Best, à margem da apresentação dos novos produtos aos clientes.

A UBS lançou em 2011 os primeiros exchange-traded funds (ETF) socialmente responsáveis, enquanto o Best já seguia essa estratégia em alguns fundos. Agora, as duas empresas uniram-se, para alargar uma parceria já existente e lançar, em Portugal, 50 socially responsible investment (SRI) ETF da UBS (listados na Bolsa de Amesterdão), através do Best.

“Em Portugal, este segmento ainda está a dar os primeiros passos e queremos com esta iniciativa também chamar a atenção dos investidores de que existe esta possibilidade. No final do dia, em termos de rendibilidade está muito próxima dos investimentos normais, mas com níveis de volatilidade ligeiramente inferiores e muito associada a uma lógica de investimento de longo prazo”, acrescentou Carlos Almeida.

A estratégia de SRI prende-se na avaliação dos ativos consoante critérios de impacto ambiental, social e de governação interna da empresa, em vez de dar primazia à capitalização bolsista. As empresas que melhor cumprem estes critérios são adicionadas aos índices, enquanto as que não preenchem os requisitos são preteridas, como explicou Paulo Coelho, responsável pela distribuição de ETF da UBS.

Setores como tabaco, álcool, armas de fogo, energia nuclear ou pornografia ficam de fora (ou têm menor peso, dependendo da estratégia) dos investimentos SRI. A cada trimestre, os critérios são revistos.

“Este tipo de investidor quer alinhar a forma de viver com os investimentos que faz e minimizar os impactos social e ambiental”, afirmou Coelho. Exemplo disso são grandes players institucionais, como o Banco Soberano da Noruega, que anunciou no ano passado ter abandono investimento em ativos ligados a petróleo e gás.

No entanto, “o critério financeiro e a rentabilidade também são importantes”, sublinhou o responsável da UBS. No ano passado, o MSCI World SRI teve uma performance de 24,34%, enquanto a do MSCI World foi de 23,07%. Já o retorno ilíquido anualizado na última década foi de 5,69% no primeiro caso e de 5,26% no segundo.

O responsável pela distribuição de ETF da UBS explicou ainda que a Europa está bastante à frente em termos de estratégia de investimento sustentável, acrescentando que 12 biliões de ativos atualmente sob gestão na Europa são SRI. O valor significa 52% do total e compara com os 26% nos Estados Unidos.

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