Bolsa de Lisboa começa semana a cair

O PSI20 abriu a cair 0,21% para 5.598,80 pontos.

Reuters

A praça lisboeta abriu a negociar em terreno negativo esta segunda-feira. O principal índice bolsista nacional, PSI20, a cai 0,21%, para 5.598,80 pontos, em contraciclo das principais congéneres europeias.

Em Lisboa, os títulos da Galp Energia, Altri, F.Ramada, Sonae SGPS, Sonae Capital e Sonaecom vão distribuir aos dividendos referentes ao exercício de 2017 a partir de dia 30 de Maio e, por isso, estão a negociar sob forma de ex-dividendo descontar do valor das acções o dividendo que vão pagar.

Sobre a Galp, acresce ainda o facto de negociar “condicionada pela fraqueza da cotação do crude”, de acordo com o “Diário da Bolsa” do BPI.

O recuo de Giuseppe Conte em formar governo em Itália, colocando o país na rota de uma crise política, está a condicionar o mercado europeu. Este fim de semana, depois do Presidente da República italiano, Sergio Mattarella, ter vetado a escolha do ministro das Finanças, Giuseppe Conte desistiu de formar Governo.

A situação política em Espanha também pressiona os investidores.

As praças europeias arrancam na sua generalidade em alta esta segunda-feira, no dia em que Wall Street está encerrado devido ao feriado ‘Memorial Day’. Ainda assim, os EUA condicionam a Europa, nomeadamente através de um tweet do presidente norte-americano, que confirmou ter uma delegação na Coreia do Norte a trabalhar na cimeira, deixando sinais que o evento irá mesmo acontecer.

As alegadas investigações sobre manipulações de gases da Daimler provocam receios nos mercados. As autoridades alemãs estarão a investigar um potencial software malicioso instalado em 120 mil motores a diesel para manipularo controlo das emissões de gases, à semelhança do escândalo que afetou a Vokswagen. O jornal alemão “Bild”, sem identificar fontes, noticiou que o software terá sido instalado nos Mercedes C-Class sedan e nas carrinhas Vito. Os motores em causa (OM622 e OM626) são fornecidos pela Renault.

Nas matérias-primas movimentos no sentido de retirar os cortes de produção estão a fazer baixar os preços do petróleo para baixo. De acordo com uma nota de análise do Millenium Investment Bank, a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) “e os seus aliados, incuindo Rússia, concluíram que o mercado petrolífero está agora rebalanceado, tendo sido eliminado o excesso de oferta”.

O petróleo corrige perto de 2% nesta abertura europeia e “fontes próximas do caso indicam que os inventários já se encontram em níveis abaixo da média dos últimos 5 anos nas economias desenvolvidas”.

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