Bolsa fecha em alta, em linha com a Europa, apesar da queda do BCP e da Navigator

A maior subida coube à Galp Energia (+2,55%) para 15,09 euros, numa sessão em que os preços do petróleo continuaram em alta. Em terreno negativo ficou o BCP ao cair -1,13% para 0,2892 euros; a Navigator que perdeu -1,18% para 4,50 euros; a Altri -0,52% e a Mota-Engil (-0,13%).

Simon Dawson/Reuters

Os mercados fecharam em terrenos positivo um pouco por toda a Europa (exceção à bolsa irlandesa e ao Dax alemão). O EuroStoxx 50 ganhou 0,21% para 3.420,54 pontos.

Lisboa não foi exceção. O PSI 20 valorizou 0,53% para 5.423,8 pontos, com onze títulos no verde. A maior subida coube à Galp Energia (+2,55%) para 15,09 euros, numa sessão em que os preços do petróleo continuaram em alta. O barril de Brent, que serve de referência para o mercado europeu, sobe 2,59% para 65,26 dólares.

A Jerónimo Martins recuperou hoje ao subir 2,34% para 15,3 euros.

Em terreno negativo ficou o BCP ao cair -1,13% para 0,2892 euros; a Navigator que perdeu -1,18% para 4,50 euros; a Altri -0,52% e a Mota-Engil (-0,13%).

Lá fora o Stoxx 600 avança perto de 0,4%, com a maioria das praças europeias em terreno positivo. O FTSE subiu 0,30% para 7.224,5 pontos; o CAC 40 ganhou 0,39%; Milão subiu 0,06% e o Ibex ganhou 0,41%.

O alemão Dax está nas exceções ao ter fechado em queda ligeira de 0,07% para 12.346,7 pontos.

O euro ganhou 0,07% face ao dólar para 1,2321 dólares.

No mercado da dívida soberana, a dívida alemão subiu 2 pontos base para 0,648%; a dívida italiana agravou-se também 2,6 pontos base; a espanhola idem 2,8 pontos base para 1,436% e Portugal viu os juros agravarem-se 4 pontos base para 1,863%.

Portugal vai regressar aos mercados de dívida na próxima semana. Um dos leilões tem como maturidade 2028 e o outro 2045 (em dívida de muito longo prazo).

A emissão de Obrigações do Tesouro de longo prazo tem por objetivo é obter até 1.250 milhões de euros, antes que o mercado comece a pedir taxas mais altas, antecipando o fim dos estímulos do BCE.

Recorde-se que na última reunião o BCE manteve taxas e apresentou uma revisão de estimativas económicas para a zona euro.

O BCE também atualizou as estimativas para a inflação, apontando para um crescimento dos preços no consumidor de 1,4% em 2018, 1,4% em 2019 e 1,7% em 2020, com as estimativas para 2019 a serem revistas em baixa numa amplitude de 0,1%. A taxa de desemprego na Zona Euro deverá continuar a registar uma progressiva descida nos próximos anos, estimando o BCE valores de 8,3% para 2018, 7,7% para 2019 e 7,2% para 2020 (variação face às estimativas de dezembro de -0,1% para cada um dos anos).

Em termos macroeconómicos a sessão de hoje recebeu os dados do INE. Em janeiro de 2018, o Índice de Volume de Negócios na Indústria aumentou 3,4% (variação homóloga). Já o Índice de Emprego na Indústria aumentou 3,8% (em termos homólogos).

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