Bolsa nacional encerra sessão em queda, pressionada pelo peso pesado BCP

O principal índice bolsista nacional, o PSI 20, caiu 0,33%, para 5.357,28 pontos.

Stringer/Reuters

A praça lisboeta encerrou a sessão desta quarta-feira em queda, com 13 cotadas em terreno negativo e cinco com ganhos. O principal índice bolsista nacional, o PSI 20, caiu 0,33%, para 5.357,28 pontos. A praça lisboeta encerrou com os ganhos da EDP Renováveis a impedir que as perdas de BCP, Mota-Engil, F. Ramada e Sonae prejudicassem ainda mais o PSI 20. As principais congéneres europeias fecharam a sessão a subir, com excepção para o alemão DAX.

Um dia depois de ter ido noticiado o reforço da Fosun, para 27,06%, na participação do banco liderado por Nuno Amado, o BCP perdeu 2,72%, para 0,2687 euros.

A Mota-Engil, que liderou as perdas da sessão desta quarta-feira, afundou 6,03%, para 3,2700 euros. A Sonae, por sua vez, caiu 2,24% para 1,091 euros.

Já a F. Ramada caiu 2,29%, para 12,8000 euros.

A queda do PSI 20 acabou por ser aligeirada pelo desempenho da EDP Renováveis. A energética liderou os ganhos do dia e avançou 2,93%, para 7,9050 euros, depois de ter estado somar 4,04%, para 7,9900 euros.

Esta performance da EDP Renováveis ocorreu no dia em que foi noticiado que os fundos Moneta Asset Management e Massachusetts Financial Services firmaram parceria e opuseram-se a uma oferta pública de aquisição (OPA) da EDP, de acordo com a análise ao fecho do mercado do BPI.

Segundo a análise do BPI, entre as principais praças europeias o dia ficou marcado pelo setor das tecnológicas reflectir a tendência negativa, na sequência das perdas em Wall Street na sessão de terça-feira. Os receios de que as empresas tecnológicas venham a ser sujeitas a uma regulação mais apertada, no rescaldo do caso da Facebook, deixa os investidores pessimistas. Ainda assim, entre as principais congéneres europeias, apenas o DAX encerrou a cair.

Nas principais praças europeias, o italiano FTSE MIB subiu 0,59%, o espanhol IBEX 35 valorizou 0,80%, o francês CAC 40 avançou 0,29%, o britânico FTSE 100 cresceu 0,69% e o holandês AEX somou 0,24%. O alemão DAX caiu 0,23%.

Sobre o setor tecnológico, “apesar dos dados macroeconómicos americanos serem positivos e o país mostrar robustez económica”, considera Carla Maia Santos, gestora da corretora XTB ao Jornal Económico, “qualquer rumor ou receio tem um impacto avassalador nas bolsas, demonstrando que a confiança dos investidores está a ficar comprometida e aumentando também a volatilidade nos mercados”.

No mercado petrolífero, o Brent negoceia a cair 2,06%, para 68,03 dólares por barril, e o crude WTI desce 2,28% para os 63,76 dólares.

“O petróleo segue a desvalorizar com notícias de que os inventários americanos aumentaram e depois de ter formado um duplo topo na zona dos 70 dólares, indicando potencial de desvalorização de curto prazo”, considerou ainda a gestora da XTB.

No mercado cambial, o euro segue a desvalorizar 0,44% face ao dólar, para 1,2349 dólares.

[Informação atualizada pelas 17h15]

Queda de 6% da Mota-Engil e perdas do BCP arrasam bolsa nacional

Ler mais

Recomendadas

PSI 20 acompanha Europa em alta. Títulos do Grupo EDP impulsionam praça nacional

O principal índice bolsista português soma 0,46%, para 4.855,54 pontos.

Abrandamento da economia poderá ser entrave para Moody’s igualar as pares na avaliação de Portugal

A Moody’s tem agendada uma avaliação à notação da dívida soberana portuguesa esta sexta-feira. A agência poderá querer alinhar-se com a S&P e a Fitch através de uma subida de um grau para ‘Baa2’, mas as incertezas que estão a esfriar o crescimento da economia global poderão ser motivo para manter o ‘status quo’.

Acalmia cambial trouxe bons resultados em Wall Street

O índice tecnológico S&P, .SPL.RCT, que inclui empresas que têm uma maior exposição ao mercado chinês e estiveram no centro das vendas registadas na segunda-feira, foi aquele que mais valorizou nesta sessão, com um crescimento de 1,61%.
Comentários