Bolsas EUA: Nasdaq recua de máximos, pressionado pela Microsoft e a Facebook

Tecnológicas castigam índice em período de baixos volumes. Petróleo continua série de oito dias em alta com confiança sobre o acordo para cortar a produção.

REUTERS/Andrew Kelly

As praças norte-americanas negoceiam no vermelho, e reverteram os ganhos da abertura, com o índice Nasdaq a liderar as quedas, pressionado por títulos de gigantes como a Microsoft, a Facebook e a Walt Disney. Os volumes negociados são pouco expressivos, devido à quadra festiva.

O Nasdaq desvaloriza 0,54% para 5.458 pontos, depois de ontem ter alcançado um novo máximo de sempre nos 5.512,36 pontos. O S&P 500 cai 0,38% para 2.26o pontos. O Dow Jones chegou a aproximar-se dos míticos 20.000 pontos na abertura – ficou a 19  pontos de distancia – mas desliza agora 0,07% para 19.930 pontos.

O sentimento positivo na abertura tinha estado ligado aos ganhos nos preços do petróleo, que hoje aproximaram-se do valor mais alto em 17 meses. Estas cotações acumulam oito sessões a subir com os investidores confiantes que os cortes na produção de 33.7 milhões de barris para cerca de 32.5 milhões por dia no próximo ano vão reduzir o excesso de oferta do “ouro negro”. O Brent sobe 0,46% para 57.09 dólares por barril, enquanto o de crude avança 0,37% para 54,01 dólares.

No mercado cambial, o dólar ganha terreno face às restantes divisas, após a apresentação, ontem, dos dados otimistas relativos à confiança do consumidor, que atingiu máximos em 15 anos em dezembro. O euro deprecia-se 0,58% para 1.0394 dólares, e a libra esterlina recua 0,52% para 1.2207 dólares. Desde as eleições de novembro, o dólar já valorizou quase 6% como resultado da confiança dos investidores nos estímulos propostos por Donald Trump.

 

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