Boris Johnson: “O que aconteceu em Salisbury cristalizou a decepção global com o comportamento russo”

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico aplaude a decisão como forma de condenação da tentativa de assassinato do ex-espião russo Sergei Skripal e nega que estas medidas tomadas possam levar a uma nova e perigosa Guerra Fria com Moscovo.

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Boris Johnson, considera que as expulsões de diplomatas russos aprovadas por vários países mostram o receio internacional de que a Rússia venha a levar a cabo ações como a de Salisbury nos seus países. Boris Johnson aplaude a decisão como forma de condenação da tentativa de assassinato do ex-espião russo Sergei Skripal e nega que estas medidas tomadas possam levar a uma nova e perigosa Guerra Fria com Moscovo.

“A razão pela qual estes países seguiram o nosso exemplo é que de repente se aperceberam que isto poderia acontecer nas suas próprias cidades”, afirmou Boris Johnson, em entrevista à ‘BBC’. “De repente, eles perceberam que este é um novo tipo de ameaça e que a Rússia está-se a comportar de forma particularmente imprudente e desdenhosa face às normas civilizacionais”.

Boris Johnson considera que “para muitos outros Governos, o que aconteceu em Salisbury, de certa forma, cristalizou as suas próprias frustrações, as suas próprias decepções com a maneira como o Estado russo se tem vindo a comportar”. Os Estados Unidos anunciaram ontem que vão expulsar 60 diplomatas, juntando-se à Austrália, Canadá, Ucrânia, Noruega, Albânia e outros 14 países da União Europeia (dos quais se exclui Portugal, que apela ao diálogo com a Rússia), que anunciaram também medidas nesse sentido.

“É importante sublinhar que a nossa discórdia não é com o povo da Rússia, nem com a sua cultura ou civilização. A nossa disputa é exclusivamente com o Kremlin e a atual administração. O que o mundo está a dizer à Rússia hoje é este estilo particular de comportamento e estas provocações sem fim são condenáveis”, salienta o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico.

Sergei Skripal e a filha foram encontrados inconscientes a 4 de março, num centro comercial em Salisbury, no sul do Reino Unido, após uma tentativa de envenenamento com uma arma química desenvolvida pela antiga União Soviética (atual Rússia). As vítimas terão sido um ataque deliberado com novichok, uma arma química dez vezes mais poderosa do que o VX e que ataca o sistema nervoso.

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