Brexit: Imposição europeia marca primeiro dia de negociações

No braço de ferro entre as medidas a que cada uma das partes queria dar primazia durante a maratona de negociações, a UE levou a melhor. A fatura que o Reino Unido terá de pagar e os direitos dos cidadãos europeus no país serão as prioridades a serem tratadas.

O primeiro dia de negociações do Brexit, esta segunda-feira (20), trouxe a primeira cedência do Reino Unido às medidas que a União Europeia (UE) quer ver implementadas para que o processo de saída do país do bloco europeu seja consolidado. O principal negociador do Brexit da UE, Michel Barnier, foi perentório ao afirmar que a UE não tem intenções de fazer concessões e que a fatura que o Reino Unido terá de pagar e os direitos dos cidadãos europeus no país serão as prioridades a serem tratadas.

“Foi o Reino Unido que pediu para deixar a União Europeia e não é o contrário. Logo, cada um de nós deve assumir as consequências das suas decisões e essas consequências não podem ser subestimadas”, afirmou Michel Barnier, à saída do encontro.

Na primeira reunião para discutir o Brexit, o negociador britânico, David Davis, e Michel Barnier concordaram nos temas a tratar nas primeiras reuniões e no calendário das cinco primeiras rondas de negociações. No braço de ferro entre as medidas a que cada uma das partes queria dar primazia durante a maratona de negociações, a UE levou a melhor.

O valor que o Reino Unido terá de pagar até sair formalmente da União Europeia e os direitos dos cidadãos da UE a viver no Reino Unido serão os primeiros tópicos a serem debatidos, antes de se avançar, como pretendia a primeira-ministra britânica, Theresa May, para a discussão de um acordo comercial com a União Europeia e a manutenção de uma ligação estreita e cooperativa entre as partes em lítigio.

“Basicamente, estamos a implementar a decisão tomada pelo Reino Unido de sair da União Europeia, e desfazer 43 anos de relações construídas pacientemente”, sustenta Michel Barnier. “Não é algo que pedimos para obter concessões, é apenas uma consequência direta da decisão britânica”.

Michel Barnier sublinha, no entanto, que esta imposição europeia não se trata de uma espécie de vingança ou punição pela decisão dos britânicos e que o Reino Unido e a União Europeia podem chegar a acordo. “O que importa não é como começa, é como acaba”, ressalva.

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