Brexit: May quer europeus residentes no Reino Unido com os mesmos direitos

A primeira ministra britânica assegurou que a saída da comunidade única não vai exigir que as famílias sejam separadas à força.

Reuters

A noite desta quinta-feira significou um sinal de esperança para milhares de europeus. Apesar de continuar num braço-de-ferro com o bloco europeu por causa do Brexit, a primeira-ministra britânica, Theresa May, deu uma nova garantia de direitos aos cerca de três milhões cidadãos da União Europeia que se encontram no Reino Unido.

Num discurso perante os restantes dirigentes europeus, a governante de Londres afirmou que nenhum cidadão da União Europeia que viva legalmente no Reino Unido será convidado a abandonar o país quando o Brexit avançar março de 2019. Além disso, Theresa May assegurou que a saída da comunidade única não vai exigir que as famílias sejam separadas à força.

De acordo com as promessas da vitoriosa das últimas eleições gerais do Reino Unido, aqueles que vivem no Reino Unido há pelo menos cinco anos têm um “status estabelecido” e estarão abrangidos pelos mesmos cuidados de saúde, pensões, benefícios e direitos de educação, tal como acontece com os cidadãos britânicos.

Para Theresa May, as medidas visam criar “tanta estabilidade quanto possível para aqueles que se estabeleceram carreiras no Reino Unido” e que têm contribuído tanto a sociedade britânica. Apesar de os pormenores destas garantias só serem efetivamente conhecidos na próxima segunda-feira, os líderes europeus parecem entusiasmados com a iniciativa e abertura da ministra. Por exemplo, a chanceler alemã, Angela Merkel, considerou as propostas de Theresa May “um bom começo” para as negociações do Brexit.

Segundo o jornal britânico Financial Times, em Londres as propostas também merecem aplauso, uma vez que tanto o Reino Unido como a União Europeia têm o interesse mútuo em garantir o maior número de direitos dos cidadãos europeus que vivem fora do seu país de origem.

Os líderes da União Europeia reuniram-se em Bruxelas, esta quinta-feira (22), numa cimeira dividida, como tem acontecido desde o referendo sobre a saída do Reino Unido, num formato misto que consistiu numa primeira parte a 28 e a partir das 22:30 locais (21:30 em Lisboa) sem sem a primeira-ministra britânica.

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