Carlos Tavares eleito Presidente da Caixa Económica Montepio

Carlos Tavares já é formalmente Chairman (presidente do Conselho de Administração) e CEO do banco liderado até hoje por José Félix Morgado.

Foi realizada nesta sexta-feira a Assembleia Geral que elegeu os novos órgãos sociais da Caixa Económica Montepio Geral.

Carlos Tavares já é formalmente Chairman (presidente do Conselho de Administração) e CEO do banco liderado até hoje por José Félix Morgado.

A lista que foi hoje aprovada pela sua única acionista (Associação Mutualista Montepio Geral), é composta ainda por Amadeu Paiva (administrador não executivo), Rui Heitor (não executivo), Luís Guimarães (não executivo), Manuel Ferreira Teixeira e Vítor Martins (não executivos). Os executivos são Carlos Leiria Pinto, Nuno Mota Pinto, Pedro Alves, José Carlos Matos, Helena Soares de Moura Costa Pina e Pedro Ventaneira.

“A Assembleia Geral da Caixa Económica Montepio Geral reuniu-se hoje para deliberar sobre os seguintes pontos de agenda: Discussão e aprovação dos novos estatutos da Caixa Económica Montepio Geral para o mandato 2018/2021 e Eleição dos novos órgãos sociais”, lê-se no comunicado do Montepio.

“Da reunião resultou a aprovação pelo acionista único – Associação Mutualista Montepio Geral – da mudança estatutária, que permite à CEMG a adoção do modelo de governo monista com Chairman e CEO, e a eleição dos órgãos sociais”, avança a nota.

João Rosete, diretor do Novo Banco, que estava na equipa inicialmente indicada, acabou por ficar de fora.

O processo de fit & proper (adequação e avaliação) do Banco de Portugal foi concluído esta semana o que permitiu convocar a Assembleia Geral da Caixa Económica Montepio para hoje, sexta-feira.

Na mesma Assembleia foi aprovada a mudança estatutária que permite que o banco adopte o modelo de governo monista com Chairman e CEO.

Carlos Tavares foi autorizado pelo Banco de Portugal a acumular funções por seis meses.

Com a entrada das Santa Casa e outras Misericórdias poderá entrar ainda nos órgãos sociais Edmundo Martinho e António Tavares, Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, que deverá assumir o cargo, de presidente da Assembleia Geral do CEMG.

O banco que herda hoje Carlos Tavares é um banco com lucros depois dos prejuízos de 86 milhões em 2016. No último exercício sob a batuta de José Félix Morgado a Caixa Económica Montepio Geral regressou aos lucros ao registar um resultado líquido de 30,1 milhões de euros em 2017, graças a menos imparidades para crédito e ao aumento das receitas com comissões que dispararam 15% para os 117 milhões de euros. Os custos também foram encolhidos. Caíram 5,5% para 268,3 milhões de euros, “refletindo impactos do redimensionamento do quadro de colaboradores e das sinergias ao nível dos fornecimentos e dos serviços externos” lê-se no comunicado dos resultados. Os custos com pessoal baixaram 5,5% para 156,4 milhões.

As imparidades para crédito problemático reduziram-se em 25% para apenas 138 milhões, face aos 182,5 milhões registados há um ano nesta rubrica.

O rácio de CET1 do banco que tem hoje Carlos Tavares à frente soma os 13,5%, e o banco, ainda com Félix Morgado, anunciou que iria fazer este ano uma emissão de 250 milhões de dívida subordinada (Tier 2), para aumentar o rácio de capital total.

Nas últimas contas o Montepio Geral destacou ainda o “forte crescimento dos depósitos de clientes na segunda metade de 2017, que permitiu atingir um total de 12.561 milhões de euros, traduzindo um aumento de quase 1% face a 2016, e refletindo o reforço da dinâmica comercial imprimida até final de 2017”. Em sentido contrário, o crédito concedido a clientes baixou cerca de 1.000 milhões de euros, passando dos 15 mil milhões para os 14 mil milhões de euros

De resto, 2017 foi um ano de melhoria da qualidade dos empréstimos do banco, “sustentada na redução do custo do risco de crédito” em 25 pontos base, “beneficiando das alterações introduzidas na política de análise de risco para a concessão de crédito”.

Carlos Tavares terá como principal desígnio concretizar o sonho de Tomás Correia que é o de transformar o banco, que é agora uma sociedade anónima, num banco da economia social.

Este é o primeiro dia do resto da vida da Caixa Económica Montepio Geral. São esperados novos acionistas da economia social em breve. Tomás Correia revelou ontem que estes terão cerca de 2% do capital do banco, e investirão 45 a 48 milhões de euros.

(atualiza com comunicado oficial)

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