Centenas de doentes oncológicos aguardam próteses dentárias há um ano

Em 2016 o Governo criou um programa de reabilitação oral para os pacientes oncológicos, mas os hospitais não sabem como cumprir o despacho.

HO/Reuters

Existem centenas de doentes oncológicos que esperam há um ano que o Estado os ajude a pagar as próteses dentárias, por não terem posses financeiras, revela o “Jornal de Notícias” (JN) esta sexta-feira.

Ana Castro, presidente  do grupo de estudos de cancro da cabeça e pescoço, conta a este jornal que “no centro hospitalar do Porto e no de Gaia/Espinho, nenhum médico ainda conseguiu colocar uma prótese dentária” e só nestes locais há “mais de cem pessoas à espera”.

A responsável esclarece que “é urgente” desbloquear o problema das próteses para melhorar a “qualidade de vida dos doentes”. Enquanto isso os doentes aguardam que os hospitais cumpram o despacho que o gabinete do secretário de Estado Adjunto e da Saúde publicou em dezembro de 2016.

O problema é que os centros hospitalares não sabem como cumprir este despacho. Ao (JN) o Ministério da Saúde refere que já foi apurado “um custo médio de 150 euros para as próteses e um financiamento anual global de cerca de 75 mil euros”.

No entanto o Ministério da Saúde não revela se já foi paga, ou não alguma prótese desde que o despacho foi publicado.

Recomendadas

“Dietas milagrosas” contrariam forma saudável de perder peso, alerta Deco

Para perder peso e manter a saúde, a dieta deve ser variada, eliminar os alimentos hipercalóricos, contemplar nunca menos de 1200 quilocalorias diárias (no caso das mulheres) e 1500 quilocalorias (no caso dos homens).

Gastos irregulares de cinco hospitais públicos sob suspeita

Inspeção-Geral das Atividades em Saúde realizou auditorias a cinco hospitais públicos e encontrou gastos irregulares no valor de 23,5 milhões de euros. 

Saúde. Privados investem 750 milhões de euros na criação de 19 hospitais até 2020

O grande reforço da oferta privada é em Lisboa e no Porto. Mas também há uma aposta em novas regiões como na Madeira, Açores, Vila Real ou Viseu, de acordo com o presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, Óscar Gaspar.
Comentários