Centeno deixa aviso: “Próxima crise vai ser pior se não consolidarmos o euro”

O ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo defendeu, esta quinta-feira, que, apesar dos avanços desde a crise, ainda há vários passos a dar no sentido da integração da União Económica e Financeira.

A consolidação da moeda única é fundamental para que os países do bloco se preparem para as próximas crises económicas e financeiras, segundo Mário Centeno. O ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo defendeu, esta quinta-feira, que, apesar dos avanços desde a crise, ainda há vários passos a dar.

“O euro é um assunto inacabado. Se não o consolidarmos, a próxima crise vai ser pior”, afirmou Centeno, numa conversa com os cidadãos sobre a União Económica e Monetária, ao lado de Valdis Dombrovskis, no ISEG – Lisbon School of Economics and Management, moderada pelo Jornal de Negócios.

Na faculdade onde estudou, o ministro das Finanças apontou os avanços na integração europeia desde a crise económica e financeira, incluindo o reforço da supervisão bancária.

“Foi assim que nos salvámos o euro da crise, mas – para ser honesto – ainda não estamos salvos”, disse. Acrescentou que a união bancária é apenas um primeiro passo para um “plano maior” de redução do risco de a falência de um banco causar um efeito contágio no sistema financeiro, mas também de penalizações para os contribuintes, em vez dos credores.

No debate sobre o caminho da União Económica e Monetária, Centeno referiu ainda considerar fundamental a criação de um mecanismo de proteção dos depósitos e de um mercado único de capitais financeiros. “Um primeiro passo nesta direção irá enviar um sinal forte aos investidores”, disse.

“A estratégia que estamos a adotar a nível europeu é sequencial, sem cortar a ambição. É um mapa em que a redução do risco e a partilha do risco andam de mãos dadas”, acrescentou.

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