CGD lança pacotes de serviços bancários à semelhança das telecomunicações

“Estamos a modernizar a oferta da CGD. Não queremos a Caixa a dar mais 7 anos de prejuízo”, disse José João Guilherme, administrador do banco.

Caixa Geral de Depósitos

A Caixa Geral de Depósitos anunciou à imprensa uma reestruturação da oferta ao retalho. O banco liderado por Paulo Macedo vai oferecer pacotes de serviços bancários à semelhança do que acontece com o sector das telecomunicações, ou seja em pacote.

O anúncio foi feito pelo administrador José João Guilherme e pelos diretores Filipe Teixeira e Francisco Viana.

“Estamos a modernizar a oferta da CGD. Não queremos a Caixa a dar mais 7 anos de prejuízo”, disse José João Guilherme, administrador do banco.

“A CGD oferece soluções integradas de serviços bancários”, diz por outro lado o diretor Filipe Teixeira.

São três pacotes que são contas tipificadas por tipo de clientes. Conta S, conta M e conta L. A conta S é para clientes individuais e não tem cartão de crédito. As contas M e L são para famílias e têm direito a dois cartões para cada conta, com uma mensalidade e não duas (mensalidade em vez da anuidade). Cada um dos dois pacotes M e L tem seguros associados. Na aquisição de crédito à habitação o cliente tem vantagens na Caixa e também vantagens no Continente, com quem o banco fez uma parceria que permite descontos nas compras no hipermercado.

A partir de 1 de junho todas as aberturas de contas têm por base a Conta Caixa. Isto é só há contas integradas.

“Conta Caixa é o nome da nova oferta da Caixa Geral de Depósitos lançada esta semana e que tem como principal objetivo disponibilizar o maior número de vantagens, benefícios e poupança aos clientes. Trata-se de uma conta que permite um preço mais reduzido face à aquisição dos produtos e serviços de modo avulso e à medida de cada cliente (S, M e L)”, diz o banco.

A Conta Caixa inclui transferências online, cartões de débito e crédito, seguros e descontos em compras permitindo poupanças face à contratação individual dos vários produtos e serviços, com uma única comissão mensal. O que, diz a instituição, “permite que os clientes conheçam, inequivocamente, os custos associados aos serviços prestados através de uma comissão mensal única, previsível, em vez de várias comissões cobradas ao longo do ano”. Ou seja, vão cobrar uma comissão fixa.

Os serviços mínimos bancários mantêm-se com cobrança zero, essa é uma responsabilidade social obrigatória.

A CGD tem 3,8 milhões de clientes e o banco propõe-se a oferecer “soluções multiproduto que reúne serviços,  seguros, vantagens e produtos essenciais para a gestão o dia-a-dia, à medida das necessidades dos clientes”, diz o banco.

A Caixa diz que aplica uma mensalidade única e previsível em vez de várias comissões cobradas ao longo do ano.

A partir de setembro as pessoas que têm mais de 65 anos com pensões abaixo de 1,5 vezes o salário mínimo estão isentas das despesas de manutenção.

Serviços mínimos bancários têm custo zero. E a conta S tem uma mensalidade de 2,5 euros, no mínimo, e de 4 euros no máximo, e as contas M e L custam por mês no mínimo 4 euros (conta M) e no máximo 6 euros (Conta M); e 7 euros no mínimo para a conta gold L (dá cartão de crédito gold) e no máximo 9 euros.

(atualizada)

 

 

 

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