CGD passa de prejuízo a lucro de 56 milhões até setembro

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou um resultado líquido de 55,5 milhões de euros entre janeiro e setembro, que compara com o prejuízo de 283,5 milhões de euros em igual período de 2013, revelou o banco. É o terceiro trimestre consecutivo de lucros da entidade liderada por José de Matos, sendo que o resultado […]


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A Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou um resultado líquido de 55,5 milhões de euros entre janeiro e setembro, que compara com o prejuízo de 283,5 milhões de euros em igual período de 2013, revelou o banco.

É o terceiro trimestre consecutivo de lucros da entidade liderada por José de Matos, sendo que o resultado nos primeiros nove meses do ano poderia ter sido superior, caso não tivesse ocorrido a crise no Grupo Espírito Santo (GES) que obrigou o banco público a constituir provisões e imparidades elevadas para cobrir parte da sua exposição às empresas do GES.

A alienação de 80% do capital das seguradoras Fidelidade, Multicare e Care, em maio, originou uma mais-valia de 234,9 milhões de euros (antes de impostos) e contribuiu para a evolução positiva dos resultados da CGD.

“Os custos com provisões e imparidades apresentaram uma redução homóloga de 13,1%, totalizando 580,8 milhões de euros, não obstante o agravamento verificado ao nível da imparidade do crédito em consequência de fatores conjunturais de caráter não recorrente, parte dos quais com reflexo muito importante na atividade internacional”, sublinhou em comunicado a CGD.

A imparidade do crédito subiu mais de 20% para 570 milhões de euros, precisamente devido à exposição creditícia do banco estatal a empresas do GES, e na sequência das provisões que o Banco de Portugal mandou os bancos constituirem para o efeito.

Em consequência, o custo do risco de crédito situou-se em 1,04% contra os 0,81% nos primeiros nove meses do ano passado.

Ao nível operacional, a atividade da CGD continua a registar progressos, com “o comportamento favorável da margem financeira estrita”, que subiu 33% e ascendeu a 743 milhões de euros no final de setembro, a contribuir para a “evolução sustentada da rentabilidade”, sublinhou o banco público.

A margem financeira alargada também cresceu 26,2% para 779,9 milhões de euros, apesar do decréscimo dos rendimentos de instrumentos de capital.

“A evolução positiva da margem financeira, conjugada com a redução da margem complementar em 5,1%, traduziram-se num aumento do produto da atividade bancária de 10,4% face ao período homólogo, ascendendo em setembro de 2014 a 1.375,8 milhões de euros”, assinalou a CGD.

Já o resultado bruto de exploração cresceu mais de 66% para 413,3 milhões de euros, sendo de notar o aumento de 34,6% do contributo da atividade internacional para esta rubrica, passando de 179,1 milhões de euros em setembro de 2013 para 241,2 milhões de euros em setembro último.

Quanto aos custos operativos, houve uma redução homóloga de 3,5% para 962,5 milhões de euros.

Destaque também para o crescimento de 3,9% (2,7 mil milhões de euros em termos absolutos) para mais de 70 mil milhões de euros dos recursos de clientes.

“Acentuou-se deste modo a liderança da CGD no segmento dos depósitos de clientes, que passou de 27,6% no final de 2013 para 28,5% em agosto de 2014, com especial destaque para a quota de mercado do segmento de particulares que era em final de agosto de 32,7%”, salientou a CGD.

Mais uma vez, a crise no GES, que levou ao colapso do Banco Espírito Santo (BES), teve influência, neste caso positiva, sobre os números do banco público que, tal como os outros bancos que operam no mercado português, está a assistir à transferência de recursos de clientes do agora Novo Banco (banco transitório) para os seus balanços.

A nível da solvabilidade, o rácio ‘common equity tier 1’ (que está a ser usado como indicador para medir o capital dos bancos) ascendeu a 11,7% em setembro em termos ‘phased in’, isto é, com a implementação em curso das novas regras, e de 10,7% ‘fully implemented’, ou seja, já com as novas regras totalmente implementadas.

A CGD pagou 22,3 milhões de euros ao Estado devido à contribuição extraordinária do setor bancário e assumiu custos de 60 milhões de euros no âmbito do pagamento dos juros dos CoCo (obrigações convertíveis em capital) subscritos pelo Estado. Em termos anuais, o custo dos CoCo deverá ascender a 80 milhões de euros.

 

OJE/Lusa

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