Comey afirma que Trump o pressionou para anunciar que não estava a ser investigado

Donald Trump vai ser acusado de pressão, perante o Senado, pelo ex-diretor do FBI James Comey, por querer que este admita, em público, que o presidente norte-americano não estava a ser investigado.

Carlos Barria/REUTERS

O ex-diretor do FBI, James Comey, vai marcar presença amanhã, dia 8 de junho, na Comissão dos Serviços Secretos do Senado, para testemunhar contra o presidente norte-americano, Donald Trump.

Na origem da acusação está o facto de Trump ter pedido diversas vezes a Comey que viesse a público desvinculá-lo da investigação às ligações russas da sua Administração, segundo documentos a que o New York Times teve acesso, avança o Diário de Notícias (DN).

Está previsto que a audição inicie às 10 horas locais (15 horas em Portugal Continental) de amanhã, seguindo-se uma outra audição à porta fechada, diante dos 15 membros republicanos e democratas que constitutem o comité, abrangidos pelo dever de sigilo.

Os vários pedidos do magnata surgem na sequência de Comey ter assegurado a Trump que não estava a ser investigado, no âmbito do inquérito do Departamento de Justiça às ligações à Rússia à sua campanha.

Nesses documentos, refere o DN, está também incluída uma chamada telefónica, realizada a 30 de março, onde o presidente norte-americano pede ao ex-diretor do FBI para “dissipar as nuvens” que por cima dele pairam, alegando que a investigação afeta a sua capacidade de governar.

Donald Trump anunciou, esta quarta-feira, que Christopher A. Wray, procurador-geral adjunto na presidência de George W. Bush, irá ocupar o cargo de diretor do FBI, após ter demitido Comey no dia 9 de maio.

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