Construção: janeiro marcado por quebra acentuada no anúncio de empreitadas de obras públicas

Apesar do mau desempenho neste início de ano, a FEPICOP antevê que as atividades de engenharia civil deverão beneficiar da esperada aceleração na execução dos projetos ao abrigo do programa Portugal 2020.

Em janeiro passado, verificou-se uma quebra acentuada no montante dos anúncios de empreitadas de obras públicas que se traduziu numa descida de 58%, quando comparados com os números registados no período homólogo. Para a FEPICOP – Federação Portuguesa da Indústria da Cnstrução e Obras Públicas, este registo veio confirmar a tendência de abrandamento que o mercado revelou a partir de agosto de 2017.

Com a realização de eleições autárquicas no último trimestre de 2017, o crescimento do montante das obras públicas lançadas a concurso intensificou-se logo a partir de janeiro, atingindo um pico máximo em agosto desse ano, num aumento de 91% em termos homólogos, momento a partir do qual abrandou, tendo registado no final de dezembro uma subida de 62%.

Nessa sequência, reforça a FEPICOP, janeiro de 2018 registou uma acentuada quebra homóloga, baixando o nível do investimento público, avaliado através dos anúncios de empreitadas de obras públicas, para valores que não eram observados desde 2015.
Já no que diz respeito aos contratos de empreitadas de obras públicas celebrados em janeiro, verificou-se um crescimento sensível face ao mês homólogo num aumento na ordem dos 56%, devido a uma obra de grande dimensão contratada no início do ano. No entanto, já em termos de número de contratos celebrados, os 319 registados em janeiro de 2018 constituíram um mínimo dos últimos 2 anos, o que não deixa de apontar para um número reduzido de obras a iniciar num futuro breve.

Contrariamente, o mercado imobiliário manteve um forte dinamismo, a avaliar pela evolução dos preços de venda. De acordo com os dados disponibilizados pelo INE, o valor da avaliação bancária da habitação voltou a subir em janeiro, para os 1.153€ por m2, o que constitui o máximo dos últimos 7 anos, consolidando a ideia de que a atividade da construção de edifícios, nomeadamente a de manutenção/reabilitação de imóveis, será determinante no desempenho favorável do setor, na sequência de uma procura, essencialmente externa, que se deverá manter dinâmica.

 

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