Cristas acusa Capoulas de “deitar ao lixo” legislação do anterior Governo

Líder do CDS-PP reagiu às críticas de Capoulas Santos que anunciou a formação de novas equipas de sapadores florestais que disse “não foram criadas praticamente equipas nos últimos anos”.

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, reagiu às críticas de Capoulas Santos e acusou o atual ministro de ter “deitado ao lixo” legislação deixada pelo anterior Governo, que poderia ser útil no combate aos incêndios.

Questionada sobre as críticas que foram dirigidas ao ministério que dirigiu durante o governo de coligação PSD/CDS, Assunção Cristas disse que tem evitado dar “respostas setoriais porque num período de luto nacional aquilo que se exige é união”, em conferência de imprensa esta quinta-feira, citada pela agência Lusa.

Capoula Santos anunciou a formação de novas equipas de sapadores florestais e salientou que “não foram criadas praticamente equipas nos últimos anos. Este ano, criaremos 64 equipas, 20 novas que serão formalizadas dentro de poucos dias e 44 no outono, para reequipar aquelas que foram equipadas por mim há 15 anos”, em entrevista à SIC Notícias.

A líder do CDS reagiu e disse que “esse mesmo senhor ministro que fala de uma grande reforma das florestas deitou para o caixote do lixo a lei das terras abandonadas e sem dono conhecido, como também deitou abaixo um concurso de fundos comunitários para defesa da floresta contra incêndios, como deixou a legislação do cadastro apresentada por PSD e CDS parada aqui no parlamento, à espera que o Governo enviasse também o seu contributo”.

Cristas garantiu que os centristas vão contribuir para a produção legislativa no parlamento sobre a área florestal e defendeu que “não pode haver desvio de atenções”.

“Isso não esconde a necessidade de ver apuradas as responsabilidades operacionais e também as responsabilidades políticas. Não vale a pena tentar misturar assuntos e o CDS não deixará de procurar as respostas”, afirmou, depois de já ter dado entrada no parlamento um conjunto de 25 perguntas do partido sobre a tragédia de Pedrógão Grande, dirigidas ao primeiro-ministro.

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