Daqui a 100 anos as ondas de calor vão estar ao nível do incêndio de Pedrógão Grande, diz estudo

Estudo publicado no ‘International Journal of Climatology’, concluiu que o final do século XXI vai haver cinco vezes mais ondas de calor na Península Ibérica.

Para além disso, “o mais importante é que o número de dias com ondas de calor vai aumentar muito. No futuro, vamos ter metade do verão, ou mais de metade do verão com ondas de calor”, disse à Lusa, o físico Alfredo Rocha.

O estudo comparou valores do clima atual com valores do clima nos próximos cem anos, e os cientistas verificaram que em toda a Península Ibérica vão ocorrer cinco a seis ondas de calor por ano, representando cinco vezes mais do que atualmente, explica uma nota de imprensa da Universidade de Aveiro.

Lisboa, Porto, Bragança e Beja fazem parte dos 12 locais na Península Ibérica em que as emissões de gases com efeito de estufa vão continuar a aumentar ao ritmo atual.

O trabalho, realizado pelos investigadores Alfredo Rocha, Susana Pereira, Martinho Marta-Almeida e Ana Cristina Carvalho, confirmou ainda que “a velocidade com que o aquecimento se está a verificar está a aumentar”.

“O Acordo de Paris estabelece um aumento máximo da temperatura média global de 1,5 graus centígrados até 2100 e, neste momento, a temperatura média global já aumentou 1,1 graus centígrados”, disse Alfredo Rocha.

 

Ler mais
Recomendadas

Vistos gold: Investimento captado mais do que triplicou em julho para 98,2 milhões de euros

O investimento captado através dos vistos ‘gold’ mais do que triplicou (aumentou 276%) em julho, face ao período homólogo de 2018, para 98,2 milhões de euros, segundo contas feitas pela Lusa com base nos dados estatísticos do SEF.

Número de viciados em jogo online aumentou mais de 8% em Portugal

No espaço de seis meses, 38.600 pessoas pediram para ser impedidas de jogar online, mais 3.200 pessoas face a 2018, uma subida de 8,3%.

Avião de carga aterrou de emergência no aeroporto do Porto  

Um avião de carga com dois tripulantes fez hoje uma “aterragem de emergência” em segurança no aeroporto do Porto devido a um “problema no motor”, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.
Comentários