Debate quinzenal: Está de volta a guerra na Educação?

O atual Governo do PS, apoiado por PCP e BE, tem beneficiado de um clima de relativa paz social. Mas nos últimos meses assistiu-se a um ressurgimento das greves. Depois dos médicos, a próxima será a dos professores, agendada para 21 de junho, dia de exames nacionais.

À medida que são revelados indicadores económicos positivos, abrindo folgas orçamentais, a contestação social parece estar a aumentar. Chegou ao fim o “estado de graça” do XXI Governo Constitucional? Talvez seja uma presunção manifestamente exagerada, mas as crescentes reivindicações dos parceiros de solução governativa (BE e PCP) e de classes profissionais como os médicos, juízes e professores apontam para a eventualidade de um “Verão quente” ao nível político. Desde logo com a greve dos professores, agendada para 21 de junho, dia de exames nacionais. Será esse um dos principais temas do debate quinzenal de hoje, na Assembleia da República, dedicado à “Política de Educação”.

“Tenho esperança num acordo,” sublinhou ontem o primeiro-ministro António Costa, em entrevista à SIC. Ou seja, ainda não é líquido que a greve dos professores venha a concretizar-se. Terá o primeiro-ministro alguma novidade reservada para o debate?  Mesmo que não consiga evitar a greve, o Governo poderá sempre neutralizá-la, através do recurso aos serviços mínimos.

“Uma alteração legislativa introduzida pelo governo de Pedro Passos Coelho deve esvaziar significativamente o impacto da greve marcada pelas duas principais organizações sindicais de professores para dia 21, dia de três exames nacionais: Física e Química, Geografia A e História da Cultura e Artes. Em causa está o recurso aos serviços mínimos, particularmente (como é o caso) em dia de provas. O Ministério da Educação não quis fazer quaisquer comentários sobre o anunciado protesto dos professores, mas o DN sabe que o governo tem presente esta solução, caso falhe a via negocial,” informou ontem o “Diário de Notícias”.

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