Dieselgate: o escândalo que continua a fazer tremer a indústria automóvel

As autoridades alemãs estão agora a investigar a Opel no âmbito de um inquérito sobre o caso de manipulação de emissões poluentes.

HO/Reuters

Um porta-voz do governo fez saber à AFP que estão a investigar uma possível fraude na emissão de poluentes nos modelos Euro 6 da Opel. Até ao momento, “nada definitivo” pode ser concluído até que a investigação esteja concluída.

Em 2016, um representante da Opel afirmava que a marca nunca tinha instalado dispositivos para enganar os testes de emissão de poluentes. “A nossa empresa cumpre todas as normas de forma legal”, afirmavam.

Já no mês passado, Rupert Stadler, presidente executivo da Audi, do grupo automóvel Volkswagen, tinha sido detido na Alemanha, no âmbito deste caso. As suspeitas em torno de Stadler centram-se no caso dos carros vendidos na Europa que terão sido equipados com software que altera os registos das emissões poluentes.

A informação da detenção foi noticiada por várias agências noticiosas, que lembram que os procuradores de Munique ordenaram buscas à casa de Stadler, no âmbito da investigação, e que um total de 20 pessoas são suspeitas no caso.

A polémica do Dieselgate teve início quando a Volkswagen admitiu, em 2015, ter instalado aparelhos fraudulentos em cerca de 11 milhões de viaturas em todo o mundo. Estes aparelhos levavam a  acreditar que os carros em questão eram menos poluentes do que realmente eram.

O grupo reconheceu que equipou 11 milhões dos seus veículos ‘diesel’ com ‘software’ que falsificava os resultados dos testes de poluição e ocultava as emissões de óxidos de nitrogénio superiores a 40 vezes os padrões permitidos.
Na altura em que o caso foi conhecido, a Volkswagen  era dirigida por Martin Winterkorn, de 70 anos, que acabou por sair, sendo substituído pelo antigo chefe da Porsche Matthias Müller.

Um tribunal de Michigan fez também já uma acusação formal contra a Winterkorn por conspiração e fraude eletrónica em relação ao prolongado plano da Volkswagen “para burlar os requisitos de emissões de veículos ‘diesel’ nos Estados Unidos”.

De acordo com o texto da acusação, Winterkorn foi o responsável direto por autorizar os funcionários do grupo automóvel a enganar as autoridade norte-americanas sobre as emissões reais dos seus motores ‘diesel’.
Estas investigações decorrem em paralelo às iniciadas também na Alemanha sobre o caso.

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