Dilma Rousseff promete mudanças a começar por reforma política

A atual presidente do Brasil, Dilma Rousseff, reeleita domingo para um novo mandato de quatro anos, anunciou a intenção de realizar mudanças estruturais no país, a começar por uma reforma política e nova legislação para combater a corrupção. “O calor liberado no fervor da disputa pode e deve agora ser transformado em energia construtiva de […]

A atual presidente do Brasil, Dilma Rousseff, reeleita domingo para um novo mandato de quatro anos, anunciou a intenção de realizar mudanças estruturais no país, a começar por uma reforma política e nova legislação para combater a corrupção.

“O calor liberado no fervor da disputa pode e deve agora ser transformado em energia construtiva de um novo momento no Brasil”, afirmou a presidente no seu primeiro discurso após reeleita.

Dilma Rousseff, que obteve 51,64% dos votos, acrescenta que o desejo de “mudança” ficou claro ao longo da campanha, e que ela tem “consciência” de estar sendo reconduzida na presidência para fazer “as grandes mudanças que a sociedade brasileira exige”.

“Pretendo liderar da forma mais pacífica e democrática esse momento transformador, estou disposta a abrir um grande espaço de diálogo, com todos os setores da sociedade, para encontrarmos as soluções mais rápidas para os nossos problemas”, acrescenta.

No discurso, realizado num hotel em Brasília, ao lado do ex-presidente Lula da Silva, seu antecessor no cargo, Dilma Rousseff reaçou que dará prioridade, no seu próximo governo, a uma reforma política “que deverá mobilizar o Congresso Nacional e a sociedade em um plebiscito, para uma consulta popular”.

A presidente reeleita destaca ainda a intenção de promover mudanças na legislação atual para acabar com a impunidade à corrupção, a afirmar que atualmente “a impunidade é a maior protetora da corrupção”.

No setor económico, um dos pontos em que o seu governo mais críticas tem recebido, Dilma Rousseff promete assegurar os “altos níveis de emprego”, bem como a “valorização dos salários”, mas focando também num “impulso à atividade económica”.

“Quero ser uma presidente muito melhor do que fui até agora”, promete ainda a representante do Partido dos Trabalhadores (PT), que entrará no segundo mandato a partir de 1 de janeiro de 2015.

As eleições presidenciais no Brasil foram marcadas por um forte embate entre os dois candidatos – com Dilma Rousseff a puxar o voto dos eleitores de esquerda e trabalhadores, enquanto Aécio Neves era tido como o representante da classe empresarial.

A vitória – de apenas três pontos percentuais de diferença – foi a mais curta já registada numa disputa presidencial no Brasil.

Antes, o candidato derrotado, Aécio Neves, no discurso em que reconheceu a derrota, mencionou a necessidade de “unir” o Brasil.

OJE/Lusa

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