Diplomacia da União Europeia deverá impor novas sanções contra a Venezuela

A resposta da UE às eleições na Venezuela, sem o cumprimento de qualquer uma das cinco condições exigidas por Bruxelas e que levaram à reeleição de Nicolás Maduro, será o primeiro ponto da ordem do dia da reunião do Conselho de Assuntos Externos que se realiza na segunda-feira em Bruxelas.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) deverão aprovar na reunião de segunda-feira “novas medidas restritivas” contra a Venezuela, na sequência das eleições presidenciais naquele país, anunciaram fontes diplomáticas citadas pela Efe.

A resposta da UE às eleições realizadas no último domingo na Venezuela, sem o cumprimento de qualquer uma das cinco condições exigidas por Bruxelas e que levaram à reeleição de Nicolás Maduro para a presidência do país, será o primeiro ponto da ordem do dia da reunião do Conselho de Assuntos Externos que se realiza na segunda-feira em Bruxelas.

As mesmas fontes adiantaram que os ministros vão anunciar a “vontade da UE de redefinir as relações com o regime de Maduro”, a disposição para aprovar novas “medidas na mesma linha” e a “vontade de as impor”.

Está previsto que os ministros debatam e aprovem a elaboração de uma nova lista “com nomes e apelidos” de pessoas envolvidas na “regressão dos direitos e liberdades” na Venezuela.

As pessoas agora visadas vão juntar-se aos sete altos cargos venezuelanos aos quais Bruxelas em janeiro congelou os bens e proibiu a entrada na UE, adiantaram as fontes.

Previsivelmente, o Conselho também aprovará a realização de um pedido ao Governo venezuelano para libertar os presos políticos e reconhecer a Assembleia Nacional.

Os ministros também deverão aprovar um segundo pedido para que Maduro permita fazer chegar ajuda humanitária à população venezuelana, sublinharam as fontes.

Na reunião de segunda-feira os ministros também deverão abordar o acordo nuclear com o Irão devido à decisão dos Estados Unidos o terem abandonado, bem como o futuro acordo entre a UE e o grupo África, Caraíbas e Pacífico (ACP), tendo em conta que o rege atualmente as relações entre os dois blocos, o Acordo de Cotonu, expira em 2020, assim como a situação na República Democrática do Congo.

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