“Divisão interna? Comigo ela vai acabar”, garante novo secretário-geral do PSD

O novo secretário-geral do PSD, José Silvano, garantiu à TSF que vai reunificar o partido, rápida e eficazmente. “Se ainda há alguma divisão no PSD, comigo, ela vai acabar”, disse.

José Silvano – o novo secretário-geral do PSD, o segundo na era Rui Rio, depois do afastamento de Feliciano Barreiras Duarte – assegurou em entrevista à rádio TSF que não receia lidar com um partido dividido e que essa divisão é mesmo a oportunidade certa para reconstruir um PSD sólido e a uma só voz.

“Acho que é uma oportunidade. O PSD sempre teve divisões internas e fações internas, o que também sempre foi um processo saudável”, afirmou José Silvano. “Se há ainda alguma divisão interna, comigo ela vai acabar”, disse o novo secretário-geral do PSD, que adiantou ter planos para avançar com um “processo pacificador”.

Silvano garantiu que todas as fações do partido o conhecem e estão interessadas nessa pacificação – o que claramente carece de prova, dado que Rui Rio tem sido rigorosamente atacado desde o interior do partido a partir do primeiro momento em que ascendeu à condição de presidente.

José Silvano acredita que “vai ser fácil” e “não vai demorar muito tempo até que o partido esteja unido: “não tenho qualquer dúvida de que o PSD vai meter a máquina nos carris”, explicou.

O novo secretário-geral social-democrata – que foi também presidente da Câmara e da Assembleia Municipal de Mirandela durante vários anos – aponta como principal objetivo “ajudar o PSD e o seu líder atual a ganhar o ciclo eleitoral que aí vem em 2019”.

Mas a estratégia de José Silvano não será fácil, ao contrário do que diz. Uma parte do partido está certa de que Rio é um líder a prazo – tendo em vista precisamente o calendário eleitoral de 2019 – e que não resistirá ao primeiro embate de um mau resultado.

Desde que chegou à liderança do partido, formalmente em janeiro passado, Rui Rio optou por uma liderança ‘fora da caixa’: a primeira visita oficial foi ao primeiro-ministro António Costa, e a partir daí comportou-se sempre de forma contrária àquilo que tem sido a norma dos seus antecessores.

A primeira reunião que teve com os deputados – quase todos da fação Pedro Santana Lopes – foi muito truculenta, o que convenceu os analistas de que Rio está longe de ter o partido na mão e de controlar as vontades do seu grupo parlamentar.

José Silvano tem assim a ingrata obrigação de alterar o estado em que o PSD está desde janeiro.

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