Dois pés

Hoje começo no OJE uma colaboração regular. Com muita honra e imensa responsabilidade. Cada sexta-feira aqui terão as minhas notas e as minhas reflexões. Em total liberdade e abordando temas bem diferenciados. Aqui estarei com os “dois pés”. Há mais de um ano realizaram-se as eleições autárquicas. Assumi, então, para os ainda distraídos, que estava, […]

Hoje começo no OJE uma colaboração regular. Com muita honra e imensa responsabilidade. Cada sexta-feira aqui terão as minhas notas e as minhas reflexões. Em total liberdade e abordando temas bem diferenciados. Aqui estarei com os “dois pés”. Há mais de um ano realizaram-se as eleições autárquicas.

Assumi, então, para os ainda distraídos, que estava, como estou, com os “dois pés em Lisboa”. Fui derrotado. Sou um dos poucos primeiros eleitos derrotados naquelas eleições, e em relação às principais Câmaras de Portugal, que não renunciei ao mandato. E tendo consciência da necessidade de compatibilizar o “regresso pleno à vida privada” com responsabilidades não executivas na principal Câmara de Portugal. O que assumi perante os eleitores estou a cumprir. E o que antevi está a verificar-se. Desde logo na conquista do doutor António Costa da liderança do Partido Socialista, na sequência das eleições europeias e da reflexão acerca dos seus resultados. – Era um debate “anunciado” e uma decisão “esperada”. Mas sublinhei, mesmo antes das cheias, a incapacidade de respostas concretas da Câmara em razão da sua situação económico-financeira e, também, de tesouraria. O que antevi consolida-se definitiva e precisamente pouco mais de um ano após aquelas eleições.

Não esqueço, igualmente, o conjunto dos meus mandatos em Sintra e fiquei contente ao constatar que em 2013 foi considerado o município mais eficiente em Portugal. É inequívoco que eficiência e reconhecimento, apesar dos discursos correntes dos últimos anos, não se “casam”. São dois valores proclamados mas não assumidos.

Alguns dos titulares de cargos políticos, incluindo alguns autarcas mais “não eficientes” nos últimos mandatos, – e estou a ser cauteloso hoje no OJE! – assumiram lugares de destaque no universo público empresarial, em instituições relevantes da sociedade civil e, naturalmente, são, em certos casos, personalidades de relevo nas estruturas partidárias, seja a nível nacional seja a nível distrital.

A partir de hoje aqui estou no OJE. Reconhecendo, o que se evidencia, que o Orçamento do Estado para 2015 foi apresentado a tempo e horas e que a colocação dos professores ainda não está, infelizmente, nem terminada nem consolidada. Parece que não houve TPC, ou seja, trabalho em casa. Como era devido! A tempo e com tempo. Como aconteceu, sem experimentalismos, no Ministério das Finanças. Onde se sente e pressente, e bem, que a ministra Maria Luís Albuquerque está com os “dois pés”!

 

Raios e luz
Fernando Seara
Advogado
fseara@csca.pt

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