Economia alemã está a crescer, mas tem à espreita diversos riscos

A economia alemã está a sobreaquecida, o que pode ser contraproducente em relação ao mais defensável crescimento harmonioso. O Conselho de Peritos alemão, adverte o novo governo de que deve ter cuidados redobrados.

O Conselho de Peritos Económicos do governo da Alemanha, popularmente conhecido como ‘Os cinco sábios’, prevê um crescimento do PIB alemão de 2,3% este ano, melhorando assim em um décimo a previsão anterior, e antecipando uma expansão de 1,8% até 2019, embora o prestigiado ‘think tank’ avise para o risco de “sobreaquecimento” da maior economia da Europa.

Não são os primeiros a constatar esse sobreaquecimento da economia, mas o certo é que o facto de a reserva ter sido feita pelo conselho pode ser mais facilmente levado em consideração pelo governo da Alemanha.

“O novo governo está a assumir a sua responsabilidade face a um ‘boom’ económico”, disse Christoph M. Schmidt, presidente daquele conselho, citado pela revista “El Economista”, que recomendou ser necessário dar prioridade ao fortalecimento do potencial de crescimento de longo prazo da economia alemã.

Além disso, o conselho enfatizou que há escassez de mão-de-obra e que o capital está a ser usado de forma mais intensa do que no passado, o que reduzirá o crescimento do PIB no próximo ano. Nesse sentido, os especialistas consideram que a manutenção das políticas expansivas do Banco Central Europeu (BCE) contribui para aumentar o sobreaquecimento da economia alemã.

O bom desempenho da economia alemã permitirá continuar a reduzir o desemprego no mínimo desde a reunificação da Alemanha, com uma taxa prevista, para 2018, de 5,3%, e de 5,1% em 2019

Além disso, os cinco especialistas alemães preveem um aumento do excedente orçamental para 1,4% do PIB este ano, em comparação com 1,1% em 2017, enquanto que em 2019 o saldo positivo das contas públicas será de 1,3% do PIB. E salientam que este bom momento económico não deve impedir que o governo olhe com atenção para as ameças: a incerteza dos resultados das eleições na Itália, as dúvidas sobre o resultado do Brexit e a decisão dos Estados Unidos de imporem tarifas à importação de aço e alumínio.

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