Economia de Partilha: estão identificados fatores impulsionadores

A Mastercard anunciou um novo whitepaper baseado numa pesquisa realizada em parceria com a Future Agenda, que aprofunda e avalia o estado atual e perspetiva desafios e oportunidades do futuro da economia de partilha.

Este whitepaper, denominado “A Economia de partilha: Compreender as oportunidades de crescimento”, avalia as especificidades do ecossistema socioeconómico que habilitam as pessoas a partilharem alojamento, transportes, compra ou venda de bens, serviços profissionais on-demand ou aluguer de bens.

Nesta análise, foram identificados três temas correlacionados que afetarão a economia de partilha:

“Confiança e Transparência” – A confiança continua a ser o principal fator crítico potenciador da economia de partilha, e que tende a aumentar, naturalmente, com o desenvolvimento do setor e à medida que as pessoas vão ficando mais confortáveis com a ampla gama de produtos e serviços que esta disponibiliza. No entanto, frisa o estudo, a confiança só poderá ser verdadeiramente alcançada através de melhorias na tecnologia, de avanços na abordagem regulamentar e da sofisticação da classificação entre pares. À medida que a sociedade se ajusta a novos modelos de comércio, a regulamentação e os negócios precisarão de se associar e de passar de uma posição reativa a uma posição proativa, protegendo melhor os consumidores, fornecedores e plataformas. O resultado será a criação de uma rede de segurança social que cria mais valor para todos os participantes.

“Experiência melhorada” – Uma melhor experiência do utilizador é vital para o crescimento e expansão da economia de partilha, e é o que os dirigentes precisam de alcançar para envolver os seus clientes, aprofundar o conceito e manter a legitimidade. Para que tal seja possível, as plataformas devem integrar a comunidade (com base no feedback do utilizador), fornecer transações seguras e sem fricção, e perceber a importância e o controlo dos dados pessoais, de modo permitir a cada utilizador um maior controlo. Mesmo com os constantes avanços tecnológicos não devemos perder de vista a dimensão humana.

“Criar valor” – À medida que que as novas formas de acesso emergem, o valor entregue aos consumidores e organizações será cada vez maior. Esta possibilidade, impulsionada pela tecnologia, abre potencial para criação de mais valor através do aumento da utilização e da redução dos custos de acesso. Exemplos disso são o Blockchain, a Internet das Coisas (IoT) e a Inteligência Artificial (AI) que, se totalmente utilizados, podem impulsionar a mudança de estática para ativa: quanto mais objetos e pessoas estiverem interligadas, maior a oportunidade de partilhar e beneficiar deste acesso.

Assim, com o olhar no futuro, o relatório conclui que a garantia de confiança e reputação, a melhoria da experiência e a criação de mais valor são essenciais para o crescimento da economia de partilha.

 

 

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