Ederson, Semedo e companhia valeram 52 milhões em mais-valias para o SL Benfica

O SL Benfica apresentou na quarta-feira os resultados consolidados do primeiro semestre da época 2017/2018. Pela voz do CEO da SAD, Domingos Soares Oliveira, foi revelado pela primeira vez o peso das mais-valias dos atletas vendidos no mercado de verão.

O SL Benfica recebeu apenas 51,8 milhões de euros em vendas brutas de direitos de atletas, vulgo mais-valias, quando a receita total das vendas de jogadores no mercado de verão da época 2017/2018 pelo clube terá sido de 131,4 milhões de euros.

O valor foi divulgado pela primeira vez pelos encarnados, na apresentação dos resultados consolidados da SAD benfiquista para o primeiro semestre da época 2016/2017, na quarta-feira à tarde, 28 de fevereiro, e representa o encaixe total do clube, nos primeiros seis meses da época, com a venda de direitos de atletas – mais 31,5 milhões do que em 2016, em período homólogo.

Dos quase 52 milhões de euros brutos recebidos, o documento apresentado por Domingos Soares Oliveira, CEO do SL Benfica SAD, indica que apenas 2,9 milhões de euros (5,8%) foram gastos com serviços de intermediação, vulgo comissões.

Após as devidas deduções, o resultado da alienação de direitos de atletas diminui para 36,182 milhões, 69,8% do montante bruto.

Mas para a tesouraria da SAD encarnada, que não considera o recebimento a prestações nem o valor líquido contabilístico dos atletas, o valor líquido a receber após a dedução dos gastos relacionados com alienação de direitos de atletas é de 46,1 milhões de euros, quase 90% dos iniciais 51,8 milhões.

Mais, analisando os dados dos resultados semestrais das águias quanto a transações, verificou-se que as mais-valias dos jogadores vendidos no início da época, incluindo Ederson (vendido por 40 milhões) Victor Lindelöf (vendido por 35 milhões), Nélson Semedo (vendido por 30,5 milhões) e Mitroglou (vendido por 15 milhões), tinham o valor líquido contabilístico de 8,4 milhões de euros apenas. Ou seja, o custo destes jogadores era inferior ao lucro alcançado na venda dos seus direitos.

As vendas de atletas no inicio da atual temporada contribuíram ainda, segundo os resultados apresentados, para o crescimento dos rendimentos operacionais do Benfica, entre julho e dezembro de 2017.

O total de rendimentos operacionais fixou-se nos 109,6 milhões de euros, mais 24,1% do que no primeiro semestre da época 2016/2017 (88,3 milhões), e as águias informaram ainda que 58% dos quase 110 milhões é gerado internacionalmente.

Já os resultados operacionais da SAD encarnada, incluindo operações com atletas, ascenderam a 25,6 milhões de euros, no primeiro semestre desta época. O valor representa um crescimento e 120,2% face ao período homólogo na época 2016/2017.

A venda destes jogadores acabou por ser importante para manter o que Soares Oliveira classificou de “tendência positiva” perante o resultado líquido de 19,1 milhões de euros, o melhor resultado desde a época 2013/2014, em período homólogo. O valor amealhado em vendas compensou ainda a diminuição das receitas provenientes da UEFA, pela má campanha do Benfica na Liga dos Campeões. É que as verbas da UEFA constituem um dos “pontos principais” do volume de receitas” das águias.

“[A venda de jogadores] compensou e permitiu-nos ter este resultado positivo de praticamente 20 milhões de euros. Graças à venda de jogadores conseguimos manter uma tendência positiva”, afirmou o CEO da Benfica SAD.

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