EDP tomba 3,5% após corte de recomendação pelo Morgan Stanley

O banco de investimento norte-americano avisa que a investigação aos CMEC poderá tornar a regulação “mais negativa” para a EDP, nomeadamente nas áreas dos impostos, das tarifas e das revisões regulatórias. A cotação desce para mínimos de quase um mês.

As ações da elétrica descem para os 3,061 euros, mínimos de 19 de maio, após o Morgan Stanley ter cortado a recomendação para  ‘equalweight’ de ‘overweight’ e descido o preço-alvo para 3,4 euros por ação de 3,5 euros.

Numa nota de research, o banco de investimento avisa que a investigação sobre alegada corrupção poderá sinalizar o início de ciclo negativo em termos de regulação. “Acreditamos que as decisões do Governo (sobre a contribuição extraordinária do setor energético, os aumentos das tarifas, a revisões regulatórias), irão provavelmente ter uma tendência negativa.

O presidente executivo da EDP, António Mexia, foi a  3 de junho constituído arguido por suspeitas de corrupção activa e participação económica em negócios. A investigação foca-se em factos subsequentes ao processo legislativo bem como aos procedimentos administrativos relativos à introdução no setor elétrico nacional dos Custos para Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC) em 2004 e na revisão a que estes foram sujeitos em 2007. Mexia afirma que a EDP não obteve nenhum benefício nesses processos.

 

 

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