Empresas que ‘pirateiam’ energia causam dívida de 100 milhões de euros em Espanha

Apesar dos procedimentos preventivos da Comissão Nacional de Mercado e Concorrência, este tipo de comercialização de energia elétrica continua a ‘assombrar’ o mercado energético.

A comercialização de energia elétrica pirateada em Espanha, levada a cabo por pequenos comerciantes do mercado livre que compraram uma quantidade inferior de energia do que aquela que acabaram por fornecer aos clientes, resultaram numa dívida de cerca de 100 milhões de euros.

A ação destes operadores fez com que houvesse inconformidades nos pagamentos e que a diferença nos valores fosse adquirida a um preço superior ao do mercado diário, refere o jornal espanhol “Cinco Días”. Apesar de a Comissão Nacional de Mercado e Concorrência (CNMC) ter emitido dezenas de procedimentos de desqualificação por incumprimento da comprar de energia suficiente para atender ao número de clientes, o fenómeno continua no país vizinho.

Segundo o mesmo diário, os outros players, como comerciantes e grandes consumidores, assumiram o montante em falta em proporção ao volume de energia negociada. Do total, 72 milhões de euros foram pagos pelas cinco grandes energéticas da Unesa – Associação Espanhola de Energia Elétrica, ou seja, Endesa, Iberdrola, Gas Natural Fenosa, EDP e Viesgo.

Desse ‘bolo’, uma fatia de 52 milhões de euros representaram liquidações do operador do sistema (OMIE), que gere a plataforma de mercado diário em que se integra Portugal, e 21 milhões de euros para portagens de acesso.

A imprensa espanhola diz ainda que, só no ano passado, a “Operação Ambar” deteve 14 pessoas for fraudes no mercado energético. As energéticas visadas solicitaram ao Ministério da Energia de Espanha que acelere o controlo desta situação e suspenda preventivamente aa atividade dos comerciantes “desde que se detetem os primeiros incumprimentos”.

Em Portugal, o consumo de energia elétrica aumentou 5,4% em fevereiro, face ao mesmo mês do ano passado, devido sobretudo às temperaturas mais baixas que se fizeram sentir este ano, de acordo com a REN – Redes Energéticas Nacionais.

O comunicado da empresa adianta que, tendo conta os efeitos de temperatura e dias úteis, a evolução foi de 1,6%, em linha com a tendência observada dos últimos meses. A subida acumulada do consumo de energia elétrica fixou-se em 2,2%, ou 1,5% com correção de temperatura e dias úteis.

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