Emprofac quer alargar sua rede de exportação para Mauritânia e Guiné Equatorial

A Empresa Nacional de Produtos Farmacêuticos (Emprofac) quer expandir sua rede de exportação de medicamentos, com o intuito de consolidar, cada vez mais, a internacionalização da entidade, tendo como principais focos de mercado, a Mauritânia e a Guiné Equatorial.

A informação é avançada pela agência cabo-verdiana de notícias, citando o presidente do Conselho de Administração da Emprofac. Gil Évora adianta que a exportação para esses dois países pode ser concretizada já em 2019.

“Queremos chegar aos mercados da Mauritânia e da Guiné Equatorial, porque estamos no processo da internacionalização e vemos esses dois pontos como potências para o plano de negócio”, explicou, revelando, no entanto, que ainda não foi feito contacto com possíveis operadores.

Por outro lado, segundo Gil Évora, esta é uma estratégia idealizada para a Emprofac, dando continuidade ao processo de exportação, que neste momento está direccionada para a Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

“Fizemos um plano de negócios para o nosso mandato e um dos objectivos é, justamente, a internacionalização da Emprofac. Sabemos que Cabo Verde é um país em que todas as empresas têm problemas de escala e, muitas vezes, vender somente internamente não rentabiliza boa actividade.

A Empofac deu início às exportações para a Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe no passado mês de Junho, tendo enviado três carregamentos de produtos farmacêuticos para os dois países.

“Foi feita uma prospecção de mercado e vimos que haviam potencialidades. Em São Tomé e Príncipe estamos exportando para uma entidade 100% pública, que é o Fundo Nacional de Medicamentos, enquanto que na Guiné-Bissau foram feitas somente em farmácias privadas”, indicou, referindo que a instabilidade política que se vive naquele país, impede a parceria com empresas públicas.

“Na Guiné-Bissau não conseguimos negociar com entidades públicas (…). Entretanto, para Novembro, com a eleição de novo Governo, acredito que poderemos exportar para o sector público”, manifestou.

Para o presidente da Emprofac, a internacionalização para o mercado exterior, além de trazer grandes ganhos para a entidade, contribuirá também com a entrada de divisas para Cabo Verde.

“O processo de internacionalização traz grandes vantagens para a Empofac, como o aumento de receitas, a valorização da empresa e, sobretudo, a entrada de divisas para Cabo Verde”, enalteceu.

Fernando Gil Évora acredita que as empresas no país deveriam apostar no mercado internacional, neste caso, a costa africana, mas que para isso, é necessário também uma “aposta forte” na politica de transporte.

“Desde que tenhamos uma política de transporte bem sedimentada, as empresas terão excelentes condições”, atestou.

A Emprofac é a responsável pela importação, armazenamento, comercialização e a distribuição de medicamentos e produtos farmacêuticos a todas as farmácias, hospitais e outras estruturas de saúde em Cabo Verde.

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