Encontro entre Trump e Kim Jong-un visto como “sinal positivo” para a desmilitarização da península coreana

O encontro está a ser visto como um sinal positivo dado pelos dois países, que pode vir a trazer uma trégua nas hostilidades entre os dois países e a alterar o panorama político mundial.

O anúncio de um encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o homólogo norte-coreano, Kim Jong-un, veio alimentar as esperanças de uma desmilitarização da península coreana. O encontro está a ser visto como um sinal positivo dado pelos dois países, que pode vir a trazer uma trégua nas hostilidades entre os dois países e a alterar o panorama político mundial.

Ainda não há data marcada para o encontro entre os dois líderes, mas é bastante provável que venha a acontecer já em maio. A reunião foi proposta por Kim Jong-un, que os representantes sul-coreanos em Washington garantem estar disposto a suspender o programa nuclear e balístico em troca do início de negociações. A iniciativa foi aplaudida por vários líderes.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, afirmou que a cimeira é “sem dúvida necessária para normalizar a situação na península coreana” e que é “um passo no bom caminho”. Também a China saudou os “sinais positivos dados pelos Estados Unidos e pela Coreia do Norte no sentido de um diálogo direto”. O Governo chinês mostrou-se, inclusive, disponível para que as negociações se realizem em território chinês e garantiu que “vai continuar a desempenhar um papel positivo” na busca de uma solução negociada para resolver a crise na península.

“O próximo passo é a manutenção deste momento positivo, alcançar sinergias para o trabalho conjunto no sentido de restaurar a paz e a estabilidade na península da Coreia”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.

O encontro histórico surge depois de Pyongyang e Seul (aliado de Washington) terem conseguido uma reaproximação durante os Jogos Olímpicos de PyeongChang. Os Estados Unidos e a Coreia do Norte têm um longo histórico de tensões que remonta à Guerra da Coreia, na década de 1950. Nos últimos anos, as relações entre os dois países intensificaram-se com o desenvolvimento do programa nuclear norte-coreano. A Organização das Nações Unidas (ONU) aplicou várias sanções económicas ao país, que ainda assim pouco vergou nas suas intenções nucleares.

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